Polícia Civil investiga suposto abuso sexual contra freira morta no Paraná

O delegado Hugo Fonseca, da Polícia Civil do Paraná (PCPR), detalhou nesta segunda-feira (23) as investigações do assassinato da freira Nadia Gavanski, de 82 anos, ocorrido no último sábado (21) em Ivaí, nos Campos Gerais. A vítima foi morta após a invasão do Convento das Irmãs Servas de Maria Imaculada. O suspeito do crime foi preso em flagrante após ser filmado por uma testemunha enquanto estava com as roupas sujas de sangue.
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De acordo com o delegado, a idosa foi encontrada com sinais de agressão e vestes parcialmente removidas. Com base nas imagens feitas pela testemunha – uma fotógrafa que estava no convento -, a PC-PR encontrou o autor do crime.
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Em depoimento, o homem detido confessou ter pulado o muro da instituição sob efeito de crack e álcool, alegando ter ouvido “vozes” que ordenavam o ataque. Embora o agressor negue motivação sexual, afirmando que as roupas da vítima se soltaram durante a luta, a polícia identificou arranhões pelo corpo do suspeito e marcas de sangue em suas mãos.
A investigação agora aguarda o laudo necroscópico para confirmar a causa exata da morte e verificar a presença de material genético que possa comprovar a ocorrência de crime sexual. Além da perícia na camiseta apreendida com o suspeito, os agentes analisam imagens de câmeras de segurança do entorno do convento para consolidar o inquérito.
Durante o depoimento, o suspeito disse que asfixiou a vítima e negou agressões com uma pedaço de madeira, como chegou a ser informado inicialmente.
“Ele confessou ter asfixiado a vítima após ter ouvido vozes terem ordenado a matá-la. Embora o suspeito negue a motivação sexual, alegando que as vestes da vítima se soltaram durante a luta, ele apresentava sangue nas mãos e arranhões pelo corpo. A camiseta do autor foi apreendida e será encaminhada para a perícia. A Polícia Civil segue as diligências buscando imagens de monitoramento, aguardando laudo necroscópico, que confirmará a causa da morte e a presença de material genético para apurar um suposto de crime de natureza sexual”, disse o delegado.
O crime gerou comoção no Paraná. O governador Ratinho Junior (PSD), que está em férias no exterior, lamentou a morte e defendeu mudanças na legislação. “É urgente que Estados possam ter autonomia para legislar em matéria penal. Lei fraca, criminoso forte. As famílias brasileiras não podem continuar reféns desses marginais”, escreveu Ratinho Junior nas redes sociais. Segundo o governador, o suspeito do crime deixou a cadeia em dezembro de 2025 e tem várias passagens pela polícia. “Voltou às ruas e cometeu uma tragédia”, assinalou.
Com informações do TNOnline.
