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24 de fevereiro de 2026

Em jogo muito faltoso, Maringá FC supera Boavista e avança na Copa do Brasil


Por Felippe Gabriel Publicado 24/02/2026 às 18h34
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O Maringá FC venceu o Boavista por 3 a 2 na tarde desta terça-feira, 24, no Estádio Elcyr Resende de Mendonça, em Saquarema (RJ), pela segunda fase da Copa do Brasil. Os gols foram marcados por Negueba, Caíque e Camarão para o Dogão e Lucas e Isael para o Boavista.

Com a vitória, o time maringaense avança para a terceira fase do torneio e aguarda o vencedor de Retrô e Uberlândia, que duelam nesta quarta-feira, 25. A fase seguinte também será decidida em jogo único, com mando de Retrô ou Uberlândia, e tem data prevista para 11 ou 12 de março.

O MFC também vai embolsar R$ 950 mil em premiações, além dos R$ 830 mil garantidos pela participação. Na quinta participação na Copa do Brasil, o Maringá FC manteve o retrospecto de sempre avançar de fase.

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Negueba abriu o placar do jogo no primeiro tempo | Foto: Daniel Brasil

A partida em Saquarema foi marcada pela enorme quantidade de faltas. Foram mais de 35 marcações e 12 cartões amarelos. O técnico Gilson Kleina, do Boavista, e o volante Adeílson, do MFC, foram expulsos. Os jogadores e as comissões as técnicas das duas equipes também iniciaram confusões com muito bate-boca no banco de reservas.

O JOGO

Os primeiros minutos foram de muitas faltas e passes errados. A primeira chance foi do Maringá FC, aos 12 minutos, com Camarão, que recebeu de Negueba dentro da área e finalizou cara a cara com Lucas Maticoli, mas o goleiro defendeu. Em seguida, Negueba teve outra boa chance finalizando no cantinho.

O Boavista equilibrou as ações, mas o Dogão seguiu com mais oportunidades. Negueba manteve o protagonismo e abriu o placar aos 26 minutos. Gabriel Souza cobrou arremesso lateral para Camarão, que cruzou da linha de fundo e achou o camisa 7. Negueba subiu mais que Cesinha e cabeceou consciente no canto de Maticoli.

Com mais posse de bola e acelerando as jogadas quando tinha espaço, o MFC controlava o jogo e o goleiro Tony trabalhou pouco. Insatisfeito com a atuação do Boavista, o técnico Gilson Kleina sacou o amarelado Kadu e colocou Leandrinho ainda no primeiro tempo. O Verdão apostava nas bolas paradas do camisa 10 Isael, mas não assustava.

Aos 46 minutos, uma lambança da defesa carioca. Depois do lançamento de Cauã Tavares, Gabriel Caran e Maticoli não se decidiram quem ficaria com a bola, que passou. Com o gol aberto, Caíque apenas teve o trabalho de empurrar para as redes e ampliar o placar.

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Foto: Daniel Brasil

A conversa nos vestiários surtiu efeito e o Boavista diminuiu no primeiro lance do segundo tempo. Lucas Silva fez jogada pela direita com Berê, que devolveu com bela assistência. Infiltrando a área, Lucas Silva finalizou no canto esquerdo de Tony para marcar o primeiro do Boavista.

O jogo se arrastou com muitas faltas até os 16 minutos, quando Cauã Tavares cometeu pênalti em Berê. O atacante do Boavista seguia para a linha de fundo e o zagueiro acertou um carrinho por trás, com as duas pernas. Na cobrança, Isael deslocou Tony e empatou.

Os jogadores do Maringá FC reclamaram muito de um possível segundo toque de Isael na cobrança, mas como não havia o auxílio do VAR, o jogo seguiu.

O clima esquentou de vez após o empate. As duas comissões técnicas e os jogadores bateram boca no banco de reservas e as faltas se intensificaram ainda mais dentro de campo, com reclamações de entradas fortes.

Berê ficou perto de virar o placar para o time carioca, mas não alcançou o cruzamento de Titto. O Maringá voltou a atacar depois de um bom tempo e, em cobrança de escanteio, marcou o terceiro com Ronald Camarão, aos 29 minutos. Pira mandou a bola para a área, a zaga afastou e o camisa 21 pegou o rebote na entrada da área. O chute forte ainda teve leve desvio na canela de Isael e Maticoli não teve chances de defesa. Um golaço do Maringá FC, na única finalização do time no segundo tempo.

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Foto: Daniel Brasil

O clima quente resultou na expulsão com vermelho direto de Adeílson já nós acréscimos, após falta dura em Leandrinho. No fim, Guilherme Pira ainda teve a chance de fechar o placar, mas parou na defesa do goleiro depois de invadir a área sem marcação em contra-ataque.

Uma nova confusão no banco de reservas foi registrada ao fim do jogo. Somente nos minutos finais, o árbitro distribuiu três cartões amarelos.

FICHA TÉCNICA

Boavista 2×3 Maringá FC – 2ª fase da Copa do Brasil

Data e hora: 24 de fevereiro de 2026, às 16h30 (de Brasília)
Local: Estádio Elcyr Resende de Mendonça – Saquarema (RJ)
Árbitro: Luciano da Silva Miranda Filho (CE)
Assistentes: Yuri Rodrigues Cunha e Zaqueu Eleuterio Linhares (CE)
4º árbitro: Tarcizo Pinheiro Caetano (RJ)
Cartões amarelos: Fernando Santana, Kadu, Bruno Jesus, Leandrinho, Gabriel Caran (Boavista); Wallace, Paulinho, Cauã Tavares, Giovane Gomes, Keven, Negueba, Raí Natalino (Maringá FC)
Cartões vermelhos: Gilson Kleina (Boavista); Adeílson (Maringá FC)
Gols: Negueba (26’ 1T), Caíque (46’ 1T), Lucas Silva (1’ 2T), Isael (16’ 2T), Camarão (29’ 2T)

Boavista: Lucas Maticoli; Cesinha (Igor França, 29’ 2T), Bruno Jesus, Gabriel Caran, Titto; Fernando Santana, Kadu (Leandrinho, 39’ 1T; Luiz Henrique, 37’ 2T), Isael; Berê (Sandrinho, 29’ 2T), Lucas Silva, Brunão (Ryan, intervalo). Técnico: Gilson Kleina.

Maringá FC: Tony; Gabriel Souza (Giovane Gomes, 30’ 2T), Cauã Tavares, Wallace (Keven, 19’ 2T), Thiago Rosa; Paulinho (Adeílson, 19’ 2T), Kelvi (Lucas Bonifácio, 19’ 2T), Guilherme Pira; Camarão, Negueba, Caíque (Raí Natalino, intervalo). Técnico: Moisés Egert.

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