Empresário de Maringá encaminhado à delegacia no Paraguai fala em tentativa de extorsão; entenda

O empresário maringaense Lucas Paolo Cabral Bertechini, procurou o GMC Online para apresentar sua versão sobre um episódio ocorrido em Ciudad del Este, no Paraguai, que havia sido divulgado inicialmente como um caso de atentado ao pudor.
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Segundo Lucas, o fato aconteceu na madrugada do dia 4, quando ele e quatro amigos viajaram ao Paraguai para ir a um cassino e pararam em um ponto de venda de lanches no centro da cidade. De acordo com ele, a discussão começou após a vendedora tentar cobrar 120 mil guaranis por um cachorro-quente, valor que considerou abusivo.
O empresário afirmou que se recusou a pagar e pediu que o pedido fosse cancelado. Ainda conforme o relato, a situação evoluiu para uma discussão e a vendedora teria arremessado um tomate contra o carro dele. “Quando isso aconteceu, eu desci para questionar, mas várias pessoas que estavam no local vieram para cima de mim. Para evitar confusão, entrei no carro e saí”, contou.
Lucas disse que, pouco depois, foi abordado por policiais paraguaios e levado até uma delegacia. No local, segundo ele, a vendedora teria registrado uma acusação de gestos obscenos. O maringaense afirma que a acusação foi usada para tentar pressioná-lo a pagar dinheiro para ser liberado.
“Disseram que eu teria mostrado as partes íntimas e que, para o caso desaparecer, eu precisaria pagar 40 milhões de guaranis. Eu me recusei e pedi para ligar para um advogado”, relatou. De acordo com Lucas, após a chegada do advogado e a apresentação de esclarecimentos, a acusação foi retirada e ele acabou liberado pelas autoridades paraguaias.
O empresário afirmou ainda que não permaneceu preso e que o único registro administrativo relacionado ao caso foi por direção perigosa, já que ele deixou o local dirigindo rapidamente durante a confusão. A infração resultou no pagamento de uma multa equivalente a cerca de R$ 900.

Lucas também declarou que já retornou ao Brasil e que o veículo utilizado na viagem não foi apreendido. Ele disse ainda que alguns veículos de comunicação divulgaram versões incompletas do episódio.
Em nota enviada ao GMC Online, o maringaense afirmou que o caso foi um “mal-entendido pontual” e negou ter praticado qualquer ato de ameaça, exposição indevida ou outra conduta ilegal. “Reitero meu compromisso com a verdade e peço responsabilidade na divulgação das informações”, declarou. Segundo ele, registros complementares do episódio ainda devem ser formalizados pelas autoridades paraguaias. O empresário afirmou que permanece à disposição para prestar quaisquer esclarecimentos, caso seja necessário.
O GMC Online tenta contato com autoridades e órgãos da Justiça do Paraguai para comentar o caso e esclarecer os fatos. Até o momento, porém, não houve retorno.
