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09 de março de 2026

Medicamento usado em pacientes com demência pode aumentar risco de AVC


Por Metrópoles, parceiro do GMC Online Publicado 09/03/2026 às 20h15
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Foto: Freepik | Reprodução

Um estudo envolvendo mais de 165 mil pacientes com demência no Reino Unido aponta que tratamentos realizados com o medicamento risperidona – antipsicótico comumente indicado para tratar agitação grave em pacientes com declínio cognitivo – podem aumentar as chances de acidente vascular cerebral (AVC).

Publicado no British Journal of Psychiatry, ligado à Cambridge University Press, em 8 de março, o estudo revela que o aumento de risco de AVC em pacientes que tratam algum tipo de demência pode ocorrer, inclusive, em idosos que não apresentam histórico de doença cardíaca ou AVC. A descoberta desafia suposições anteriores de que alguns pacientes estavam seguros ao usar o medicamento.

Como decorreu o estudo

Foram coletados registros de saúde anonimizados do National Health Service (NHS) entre 2004 e 2023. Os pesquisadores compararam os pacientes com demência que recebiam a medicação com pessoas de características semelhantes que não estavam tomando o remédio.

O resultado mostrou que, em pessoas com risco de AVC, a taxa de pacientes que já faziam uso da medicação e tiveram o derrame chegou a 22,2% — entre os que não faziam uso da risperidona, a taxa foi de 17,7%.

Mesmo em pacientes sem histórico de AVC, o risco geral foi menor, porém, ainda perceptível: quem não tomava o remédio teve 2,9% mais chance de ter AVC, um pouco mais do que os que não faziam uso do medicamento, que tiveram 2,2% de risco. Os pesquisadores identificaram também que o risco de AVC era maior em indivíduos que realizavam tratamentos em períodos mais curtos, como 12 semanas, por exemplo.

Risco para todos os grupos de pacientes

Habitualmente utilizada em lares de idosos quando não há mais opções de abordagens medicamentosas para o tratamento da agitação grave em pacientes com demência, a risperidona é o único medicamento deste tipo licenciado no Reino Unido.

Leia a reportagem completa no Metrópoles, parceiro do GMC Online. 

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