Tribunal de Justiça suspende leilão de terreno em Maringá do espólio de Juarez Arantes avaliado em R$ 13 milhões

O leilão judicial realizado em Goiânia de um imóvel em Maringá avaliado em R$ 13 milhões, espólio do excêntrico milionário maringaense Juarez Artur Arantes, foi suspenso por decisão do desembargador Itamar de Lima. O leilão foi realizado na segunda-feira da semana passada, 2, e a decisão judicial ocorreu nesta quinta-feira, 12.
O imbróglio judicial entre os herdeiros de Thelma Mendonça, que manteve um relacionamento com Juarez Arantes, e os herdeiros do milionário maringaense se arrasta há anos. O imóvel em disputa é um terreno de 8,2 mil m² na Avenida Monteiro Lobato, número 1.151, Zona 8 de Maringá.
O recurso impetrado pelos herdeiros de Juarez Arantes no Tribunal de Justiça de Goiânia, se deu em virtude de decisão da juíza Lorena Prudente Mendes, da 1ª Vara de Família da Comarca de Goiânia, na qual foi impetrada “a ação originária, em cumprimento de sentença de crédito alimentar que tramita há quase duas décadas”.
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No recurso, a defesa dos herdeiros de Juarez sustentaram que “a presente demanda não ostentaria mais a natureza de verba alimentar, uma vez que, após o falecimento da exequente originária (Thelma Mendonça) o crédito teria sido transmitido aos seus sucessores, perdendo, assim, o seu caráter preferencial e transformando-se em crédito comum”.
No leilão realizado pela Hammer Casa de Leilões, no dia 2 deste mês, o terreno foi à primeira praça por R$ 13 milhões e não recebeu nenhum lance. Na segunda praça, o preço baixou para R$ 6,525 milhões. Foram feitos três lances e o terreno foi arrematado por R$ 6,560 milhões à vista. Mas não foi pago e o o leilão permanecerá suspenso até esclarecimento dos fatos.
Juarez Arantes teve cinco filhos e ganhou fama, não apenas pelo patrimônio amealhado, mas pelos seus hábitos incomuns: dirigia um velho e surrado Del Rey, portava no cano da bota uma garrafinha pet com café, gelado e melado de tanto açúcar. Ele morava sozinho no Hotel Deville.
De origem humilde e pouco estudo, Juarez começou a ganhar dinheiro vendendo medicamentos em Maringá e região, depois montou a sua própria distribuidora de medicamentos, quando passou a investir em imóveis, urbanos e rurais. Ele faleceu no dia 21 de julho de 2022.
