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21 de março de 2026

Sexo pode ajudar no lipedema? Médica explica sobre prazer e inflamação


Por Metrópoles, parceiro do GMC Online Publicado 21/03/2026 às 11h51
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Muito além do prazer, o sexo também pode ser um aliado inesperado da saúde — inclusive para quem convive com o lipedema. Em meio a massagens, drenagens e rotinas de cuidado, uma pergunta começa a ganhar espaço: e se a intimidade também fizer parte do tratamento?

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Foto: Freepik

Durante o sexo, o corpo entra em um verdadeiro “modo bem-estar”. Há liberação de hormônios como a ocitocina, ligada ao vínculo e ao relaxamento, e as endorfinas, conhecidas pelo efeito analgésico e pela sensação de prazer. Ao mesmo tempo, os níveis de cortisol — o hormônio do estresse — tendem a cair. Para uma condição como o lipedema, frequentemente associada à inflamação e ao estresse crônico, esse combo hormonal pode fazer diferença.

Não se trata apenas do ato em si, mas de tudo o que o envolve: conexão, toque, desejo e relaxamento. Esse conjunto ajuda a reduzir tensões físicas e emocionais, fatores que impactam diretamente o corpo. Em outras palavras, uma vida sexual ativa e satisfatória pode contribuir para um organismo menos inflamado e mais equilibrado.

A endocrinologista Fernanda Parra explica que práticas que promovem bem-estar têm um papel importante no equilíbrio hormonal e podem contribuir indiretamente para a melhora de quadros inflamatórios. “Durante o sexo, há liberação de hormônios como ocitocina e endorfinas, que estão associados à sensação de prazer, relaxamento e redução do estresse.”

“Esse conjunto de respostas pode ajudar a modular o sistema inflamatório do organismo. No entanto, no caso do lipedema, esse efeito é complementar. Não é um tratamento direto, mas pode colaborar dentro de uma abordagem mais ampla de cuidado”, explica.

Sexo ajuda a diminuir o estresse

A redução do cortisol está associada a benefícios metabólicos e inflamatórios no organismo como um todo. “Sabemos que níveis elevados e crônicos de estresse podem piorar processos inflamatórios e impactar negativamente diversas condições de saúde. No lipedema, embora ainda não existam evidências robustas mostrando uma relação direta entre cortisol e progressão da doença, faz sentido considerar estratégias que reduzam o estresse como parte do cuidado.”

Sexo ajuda, mas não é tratamento

A médica salienta que é importante deixar claro que o sexo não deve ser encarado como uma forma de tratamento para o lipedema. “Ele pode ser considerado um complemento dentro de um estilo de vida saudável, que inclui manejo do estresse, sono adequado, alimentação equilibrada e prática de atividade física.”

Clique aqui e leia a reportagem completa no Metrópoles, parceiro do GMC Online. 

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