Nós usamos cookies para melhorar a sua experiência em nosso site, personalizar publicidade e recomendar conteúdo de seu interesse. Ao acessar nosso portal, você concorda com o uso dessa tecnologia. Saiba mais em nossa Política de Privacidade.

30 de março de 2026

Justiça argentina freia parcialmente reforma trabalhista de Milei, após pedidos de sindicatos


Por Agência Estado Publicado 30/03/2026 às 16h15
Ouvir: 00:00

Em derrota para o presidente da Argentina, Javier Milei, a Justiça do país suspendeu provisoriamente, nesta segunda-feira, 30, a aplicação de mais de 80 artigos da nova lei trabalhista que buscavam reduzir custos de trabalho e limitar o poder dos sindicatos.

O juiz trabalhista Raúl Horacio Ojeda acatou parcialmente medida cautelar da Confederação Geral do Trabalho (CGT), principal central sindical, contra a reforma aprovada pelo Congresso em 27 de fevereiro.

“Há direitos humanos em jogo, com possíveis responsabilidades patrimoniais e institucionais. Milhões de contratos vigentes aguardam definições sobre a aplicação da lei e segurança jurídica quanto ao seu conteúdo”, afirmou Ojeda, em decisão à qual a AP teve acesso.

Segundo o magistrado, a medida cautelar deve trazer maior segurança jurídica ao permitir a aplicação da norma apenas após o teste de constitucionalidade e convencionalidade solicitado pela CGT. A decisão vale até o julgamento do mérito e pode ser contestada pelo governo.

Milei considera a reforma, que altera uma legislação com mais de meio século, essencial para atrair investimento estrangeiro, elevar a produtividade e gerar empregos em um país onde cerca de 40% dos trabalhadores estão na informalidade. Sindicatos, que barraram tentativas anteriores de reforma, afirmam que as mudanças são inconstitucionais por afetarem direitos adquiridos.

O juiz Ojeda suspendeu a nova base de cálculo das indenizações, tradicionalmente elevadas, que excluía pagamentos não mensais como o décimo terceiro, férias e horas extras. Também suspendeu o chamado Fundo de Assistência Trabalhista, criado para que os empregadores financiem futuras demissões com uma contribuição entre 1% e 3%, dependendo da empresa, sobre os salários.

A decisão incluiu ainda artigos que buscavam limitar o poder dos sindicatos, como aqueles que ampliavam a classificação de atividades essenciais – o que obrigaria os sindicatos a manter serviços mínimos em caso de greve -, restringiam a realização de assembleias e endureciam as sanções contra a atuação sindical.

O governo argentino não se pronunciou sobre a decisão de Ojeda. Fonte: Associated Press.

*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado

Pauta do Leitor

Aconteceu algo e quer compartilhar?
Envie para nós!

WhatsApp da Redação

Comentar

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Economia

Petróleo fecha em alta com tensões no Oriente Médio apesar de relatos de negociações


O petróleo fechou em alta nesta segunda-feira, 30, em meio à continuidade das tensões na guerra entre Estados Unidos e…


O petróleo fechou em alta nesta segunda-feira, 30, em meio à continuidade das tensões na guerra entre Estados Unidos e…

Economia

Investimentos em máquinas recuam 14,2% em fevereiro ante fevereiro de 2025, diz Abimaq


Os investimentos em máquinas e equipamentos no Brasil caíram 14,2% em fevereiro, ante o mesmo mês do ano passado, somando…


Os investimentos em máquinas e equipamentos no Brasil caíram 14,2% em fevereiro, ante o mesmo mês do ano passado, somando…

Economia

Ouro fecha em alta com compras oportunistas e suporte geopolítico limitado por juros


O ouro fechou em alta nesta segunda-feira, 30, ampliando a recuperação recente após perdas acentuadas, com compras oportunistas e demanda…


O ouro fechou em alta nesta segunda-feira, 30, ampliando a recuperação recente após perdas acentuadas, com compras oportunistas e demanda…