Donos de bares no entorno da Rua Arthur Thomas com Av. Herval se reúnem com prefeito

Os proprietários dos bares e conveniências localizados no entorno do cruzamento da Rua Arthur Thomas com a Avenida Herval, Centro de Maringá, se reúnem na tarde desta segunda-feira, 6, com o prefeito Silvio Barros e secretários municipais.
A reunião é para tratar de uma situação que vem se arrastando já há algum tempo: o barulho excessivo nas madrugadas dos fins de semana e a aglomeração de jovens que chega a interditar as vias. No final de semana o prefeito foi ao local conferir as recorrentes denúncias.
O prefeito fez um vídeo mostrando a aglomeração e o som alto e prometeu providências:
“Gente, essa situação tem gerado muitas reclamações, inclusive, demandadas pelo Ministério Público, e eu vim conferir de perto por que os moradores da região estão se mobilizando em busca de uma solução. Eu respeito o direito dos jovens de se divertirem, mas isso não pode acontecer às custas da paz de tantas famílias. Vamos conversar com os comerciantes para encontrarmos um caminho.”
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Tema recorrente
O debate sobre aglomerações de jovens e excesso de barulho em bares durante as madrugadas nos fins de semana vem se arrastando há anos. A Câmara de Maringá, quatro anos atrás, chegou a promover audiências públicas para embasar a criação de novas leis sobre o tema, que não avançou.
O vereador Flávio Mantovani (PSD), que esteve à frente do movimento, lembra que “foram realizadas audiências públicas e reuniões com representantes de bares, restaurantes e síndicos, além de disponibilizar o texto previamente para contribuições”.
Acrescenta, que “no entanto, não houve consenso nem envio de propostas formais, o que impediu o avanço da lei na Câmara. Assim, permanecem em vigor as legislações já existentes”.
Essas leis tratam, por exemplo, da questão da aglomeração, “mas é importante destacar que o direito de ir e vir é garantido constitucionalmente — estar na rua não é proibido. Há também uma lei municipal sobre consumo de bebida alcoólica em via pública, embora sua aplicação seja limitada”.
O que gera incômodos
Segundo o vereador, “é preciso diferenciar situações: frequentar bares ou conversar na calçada não costuma ser o principal problema para moradores. O que gera incômodo são condutas como som alto em carros, uso de cooler na rua, quebra de garrafas e urinar em via pública — práticas que já são ilícitas e passíveis de multa, com possibilidade de ação policial”.
O vereador também pondera que “por outro lado, não é viável manter fiscalização permanente no local, já que as forças de segurança precisam atender outras ocorrências, como casos de violência doméstica e eventos na cidade”.
Na opinião de Mantovani, “que o poder público pode fazer é intensificar rondas e adotar medidas pontuais. No passado, a instalação de placas para restringir o estacionamento ajudou a reduzir o problema, mas não o resolveu”.
Segundo ele, “com as obras na praça da Catedral, parte do público migrou para a região das avenidas Herval e Arthur Thomas, o que agravou novamente a situação. Trata-se, portanto, de um problema complexo e de difícil solução definitiva”.
