Detalhe revelado pela polícia chama atenção em caso de homem que foi encontrado morto dentro de cela em Maringá

A Polícia Civil de Maringá identificou o autor do homicídio de um detento registrado na Cadeia Pública da cidade em fevereiro deste ano. A informação foi confirmada nesta semana pelo delegado Adriano Garcia, responsável pela investigação, durante coletiva de imprensa.
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O caso envolve a morte de César Rodrigues dos Santos, de 37 anos, encontrado sem vida dentro de uma cela conhecida como “seguro”. Segundo o delegado, a vítima apresentava sinais de violência, incluindo marcas na região do pescoço, o que levantou, desde o início, a suspeita de homicídio.
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De acordo com as investigações, o autor do crime foi identificado após um trabalho conjunto entre a Polícia Civil e a Polícia Penal, que analisou o comportamento dos demais detentos e possíveis indícios de luta corporal dentro da cela. O suspeito conhecia a vítima e alegou que César teria envolvimento, há cerca de 10 anos, na morte de um familiar — motivação que, segundo a polícia, não foi comprovada.
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Mesmo sem flagrante, a Polícia Civil reuniu elementos suficientes para representar pela prisão preventiva do suspeito, que inicialmente respondia ao inquérito em liberdade. Com o avanço das apurações, ele passou a figurar como preso também por este crime.
O delegado destacou que o caso foi considerado emblemático, por se tratar de um homicídio ocorrido dentro da unidade prisional, o que exigiu uma apuração detalhada e integração entre os órgãos de segurança.
Durante a coletiva, Adriano Garcia também fez um alerta sobre uma prática criminosa que tem sido registrada na região: a extorsão após homicídios ou tentativas de homicídio. Segundo ele, criminosos têm utilizado aplicativos de mensagens para entrar em contato com familiares das vítimas e empresários locais, se passando por integrantes de facções.
Nessas abordagens, os suspeitos exigem transferências em dinheiro sob ameaça de novos ataques, utilizando o medo gerado por crimes recentes para pressionar as vítimas. Conforme o delegado, trata-se de crime de extorsão, caracterizado pela coação psicológica, e não de estelionato.
A polícia orienta que, ao receber esse tipo de contato, a vítima não realize qualquer pagamento e procure imediatamente as autoridades para registrar boletim de ocorrência. Segundo o delegado, a falta de comunicação rápida tem dificultado as investigações, já que os criminosos costumam agir a partir de dentro de presídios e utilizam contas de terceiros para movimentar os valores.
O caso do homicídio segue sob responsabilidade da Polícia Civil, que já concluiu as principais diligências e encaminhou o pedido de prisão preventiva do suspeito à Justiça.
