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16 de abril de 2026

Motos BMW, Porsche e outros carros de luxo são apreendidos em operação realizada em condomínio de Maringá


Por Thiago Danezi Publicado 16/04/2026 às 14h53
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Foto: Thiago Danezi | GMC Online

Uma operação policial realizada nesta quinta-feira, 16, apreendeu veículos de alto padrão em Maringá durante mais uma fase de uma investigação que apura um esquema de extorsão praticado por uma quadrilha que se passava por delegado da Polícia Federal.

A ação faz parte da terceira fase da operação, iniciada em setembro do ano passado no interior de São Paulo, e que chegou ao Paraná após a identificação de um núcleo financeiro do grupo criminoso na cidade. Ao todo, foram apreendidos três veículos de luxo, incluindo um Porsche, além de duas motocicletas BMW, em uma residência ligada a um dos investigados.

Segundo a polícia, o imóvel pertence a um homem apontado como integrante da quadrilha, responsável por movimentar o dinheiro obtido com os golpes. Apesar das apreensões, ninguém foi preso em Maringá nesta etapa.

De acordo com as investigações, o esquema criminoso atuava principalmente no interior paulista. Os suspeitos entravam em contato com as vítimas se passando por policiais federais e, para dar aparência de legitimidade, realizavam chamadas de vídeo simulando ambientes institucionais. Em alguns casos, havia até uma pessoa designada para se passar por delegado.

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Foto: Thiago Danezi | GMC Online

Durante as abordagens, as vítimas eram pressionadas a realizar pagamentos, acreditando estar diante de uma situação oficial. Em um dos casos investigados, o prejuízo chegou a quase meio milhão de reais.

O delegado de Maringá responsável pelo apoio à operação, Fernando Garbelini, explicou que a cidade foi identificada como ponto-chave na investigação. “A gente identificou alguns alvos aqui em Maringá. O núcleo financeiro dessa quadrilha ficava aqui na cidade e hoje demos apoio no cumprimento dos mandados”, afirmou.

Ainda conforme o delegado, o grupo era estruturado e especializado em aplicar golpes com uso de engenharia social e falsidade ideológica, se passando por autoridades policiais.

Em outro endereço alvo de mandados na cidade, nada de ilícito foi encontrado. Um dos investigados, que mora em um condomínio na região da Avenida Mandacaru, teria trabalhado como motoboy no estado de São Paulo há cerca de seis anos antes de ser apontado como integrante do esquema.

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Foto: Thiago Danezi | GMC Online

A polícia segue com as investigações para identificar outros envolvidos e rastrear o destino do dinheiro extorquido das vítimas.

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