‘Nunca é tarde para começar’: servidor público aposentado de 86 anos completa a Prova Rústica Tiradentes em Maringá e vira exemplo
Um exemplo de disciplina, saúde e longevidade marcou a 49ª edição da Prova Rústica Tiradentes, realizada no último dia 21 de abril, em Maringá. Entre milhares de participantes, uma história chamou a atenção: a do aposentado Eduardo Aceti, de 86 anos, que completou os 10 quilômetros da tradicional corrida com disposição e entusiasmo. Ele foi o segundo participante mais velho inscrito na prova.
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Servidor público aposentado e ex-corretor de imóveis, seu Eduardo participou da prova pela sexta vez. Nesta edição, ele alcançou seu melhor desempenho, concluindo o percurso em 1 hora e 37 minutos. “É uma questão de gosto e força de vontade. Eu participo porque gosto e sei que o exercício faz bem pra saúde. O corpo envelhece, mas o cérebro continua jovem”, afirmou.
Rotina disciplinada e início tardio no esporte
A preparação para o desafio não envolve treinos intensos, mas sim consistência. Diariamente, logo pela manhã, ele caminha cerca de 5 quilômetros, com exceção apenas dos dias chuvosos. Em alguns trechos, ainda intercala leves corridas.

Apesar de ter começado tarde no esporte, aos 75 anos, seu Eduardo já acumula dezenas de participações em provas. São 42 corridas de 5 km, três de 7 km e várias edições da própria Tiradentes. A motivação surgiu de forma espontânea, ao acompanhar uma prova e decidir participar sem inscrição. Desde então, não parou mais.
Durante a corrida deste ano, ele manteve um ritmo constante, alternando entre corrida leve e caminhada, especialmente nas subidas mais exigentes do trajeto. “Na subida, não tem jeito. As pernas já não têm a mesma força, então é no passo mesmo”, relatou.
Estilo de vida ativo e exemplo de longevidade
Além da atividade física, seu Eduardo atribui a qualidade de vida a hábitos saudáveis. Ele nunca fumou, não consome bebida alcoólica e mantém uma alimentação equilibrada, com foco na hidratação. Outro ponto que destaca é o estímulo mental. “Eu leio muito, estudo bastante. Exercito a mente também”.
A rotina ativa reflete diretamente na autonomia. Aos 86 anos, ele mantém independência, vive com a esposa, que também é ativa, e conta com a proximidade da família, que acompanha e incentiva sua trajetória. A filha, a maratonista Wal Aceti, registrou o momento da chegada do pai e compartilhou nas redes sociais com a pergunta: “O que te motiva acordar às 4h da manhã pra treinar? Isso: meu pai, com 86 anos, correndo 10 km feliz da vida”.
Segundo seu Eduardo, o retorno do público nas provas é sempre positivo. Ele percebe olhares de admiração e reconhecimento, principalmente pela idade. Ainda assim, faz questão de reforçar que nunca é tarde para começar. “O recado que eu deixo é: pratiquem atividade física. Se não puder correr, caminhe. Mas faça alguma coisa. Isso melhora muito a vida da gente”, aconselhou.
