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30 de abril de 2026

Concessionária toma atitude após abertura de estrada que desvia de pedágio em Marialva; entenda


Por Thiago Danezi Publicado 30/04/2026 às 14h32
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Na véspera do feriado do Dia do Trabalhador, estrada rural aberta em Marialva segue em funcionamento com movimentação no entorno e mantém disputa entre Prefeitura e EPR. Foto: Colaboração | GMC Online

Na véspera do feriado prolongado do Dia do Trabalhador uma estrada rural aberta paralelamente à BR-376, em Marialva, segue no centro de uma polêmica entre a Prefeitura, os moradores e a a concessionária EPR Paraná. A via criada como alternativa de acesso para moradores da zona rural, agora é alvo de questionamentos sobre possível irregularidade na área de domínio público da rodovia federal.

Movimentação no entorno chama atenção

Nesta quarta-feira, 29, o portal GMC Online recebeu imagens que mostram trabalhadores atuando nas proximidades da estrada, além da presença de pilhas de pedras e canaletas de concreto ao longo do trecho.

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Foto: Colaboração GMC Online

Já nesta quinta-feira, 30, foi possível observar que esses materiais estavam dispostos na lateral da estrada rural, enquanto o caminho alternativo continuava liberado e com fluxo normal de veículos. A movimentação reforça a permanência de intervenções na área, mesmo após o início da discussão sobre possível desvio irregular.

Segundo apuração já divulgada pelo GMC Online, a abertura do carreador teria sido uma medida emergencial para evitar o isolamento de famílias da zona rural. Moradores da região teriam sido afetados pela instalação de pórticos de pedágio na BR-376, o que motivou a criação de uma rota alternativa para garantir deslocamento, transporte escolar e escoamento da produção agrícola.

A Prefeitura de Marialva foi procurada novamente para comentar a movimentação mais recente, mas não respondeu até o fechamento desta reportagem.

Concessionária aponta possível irregularidade

A EPR Paraná, responsável pela concessão da rodovia, afirma que há indícios de que a estrada pode ter sido aberta dentro da faixa de domínio da BR-376, área sob responsabilidade da União e da concessionária. Em nota, a empresa reforça que o modelo de concessão foi definido com base em estudos técnicos e aprovado pelo poder concedente.

A concessionária também alerta para riscos de segurança viária e impacto no sistema rodoviário, argumentando que rotas alternativas não planejadas podem comprometer o fluxo e expor usuários a condições inadequadas de tráfego.

A EPR informou as atitudes tomadas até o momento. Ela destacou que acionou órgãos competentes e acompanha o caso, defendendo a adoção de medidas para preservar a segurança e o equilíbrio contratual da concessão. Enquanto isso, a estrada paralela à BR-376 segue em funcionamento normal, especialmente às vésperas do feriado do Dia do Trabalhador, período em que o fluxo na região tende a aumentar.

Leia na íntegra a nota divulgada pela EPR ao portal GMC Online nesta quinta-feira:

“A EPR Paraná informa que o modelo de concessão foi estruturado com base em estudos técnicos e aprovação do poder concedente, incluindo a definição dos pontos de implantação dos pórticos, cuja localização segue critérios estabelecidos em contrato.

A criação de rotas irregularesde desvio de tráfego dos corredores rodoviários principais e que impedem a regular cobrança pelo serviço prestado pela concessionária, além de desorganizar o sistema viário, direciona veículos para trajetos não projetados e com condições inadequadas de sinalização e controle de acesso, o que eleva significativamente o risco de acidentes, inclusive de maior gravidade. Essas rotas frequentemente atravessam áreas com circulação local, presença de pedestres e interseções não preparadas para esse tipo de tráfego, comprometendo a segurança dos usuários e ampliando a exposição a situações de risco* , além de afetar o equilíbrio econômico-financeiro que sustenta os serviços prestados e os investimentos nas concessões.

A EPR Paraná reforça que serão investidos no trecho R$ 11,8 bilhões ao longo dos 30 anos de contrato, com a geração de cerca de 170 mil empregos diretos, indiretos e via efeito-renda. O modelo também já prevê benefícios aos usuários, como o Desconto Básico de Tarifa (DBT), de 5% para quem utiliza TAG, e o Desconto de Usuário Frequente (DUF), com reduções progressivas que podem chegar a até 93% para veículos de passeio, conforme a utilização. Além da isenção para motociclistas.

A concessionária acompanha e repudia a abertura de rotas irregulares de desvio que coloquem em risco a segurança viária em Marialva e já denunciou a mesma junto às autoridades de controle competentes e está adotando medidas cabíveis para coibir a prática irregular e preservar a segurança dos usuários, a adequada prestação de serviço e a sustentabilidade do contrato. Outras iniciativas e alternativas estão sendo cogitadas pela concessionária para a solução da questão”.

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