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13 de maio de 2026

Jardim Japonês do Parque do Ingá é reaberto; veja como ficou o novo espaço com lago de carpas e espaço zen


Por Thiago Danezi, com Luciana Peña/CBN Maringá Publicado 03/05/2026 às 15h51
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O tradicional Jardim Imperial Japonês – Pioneiro Kenji Ueta, localizado no Parque do Ingá, foi reaberto ao público neste domingo, 3, após passar por um processo de revitalização executado pela Prefeitura de Maringá, por meio do Instituto Ambiental de Maringá (IAM). O espaço ganhou novas estruturas e reforçou seu caráter de contemplação e conexão com a cultura japonesa.

Com investimento de R$ 1,1 milhão em recursos próprios, a obra contemplou a construção de um novo portal de entrada, espaço zen, áreas para piquenique, espaços de contemplação, um lago com carpas e um gazebo. O projeto paisagístico segue os princípios tradicionais japoneses, priorizando harmonia, assimetria e serenidade, com assessoria técnica de profissionais da cidade irmã de Maringá, Kakogawa.

As diretrizes da revitalização foram elaboradas pelo engenheiro Hiroshi Kawashimo, enquanto o projeto arquitetônico ficou a cargo do arquiteto Marcos Kenji. A proposta buscou reforçar a ideia de um jardim japonês como representação da natureza em escala reduzida, valorizando o equilíbrio visual e a experiência de tranquilidade.

Durante a cerimônia de reabertura, o espaço também recebeu uma apresentação do grupo de taiko Wakadaiko, reunindo autoridades municipais, representantes da comunidade nipo-brasileira e moradores.

O novo ambiente também abriga a estátua do fotógrafo pioneiro Kenji Ueta, que chegou a Maringá em 1951 e fundou o estúdio Foto Maringá. Ueta foi responsável por registrar o desenvolvimento da cidade ao longo das décadas, deixando um acervo histórico considerado fundamental para a memória local. Ele faleceu em 2020.

O espaço tem forte simbolismo histórico. Em 1978, o então príncipe herdeiro do Japão e a princesa visitaram o local e realizaram o plantio de uma árvore, reforçando os laços entre Maringá e a cultura japonesa.

Segundo o prefeito Sílvio Barros, a revitalização representa um compromisso com a comunidade nipônica da cidade. Ele destacou o abandono do espaço nos últimos anos e a importância de devolvê-lo à população com uma nova estrutura. “Era uma dívida que a gente tinha com a comunidade japonesa. Esse jardim estava abandonado por muito tempo, mas agora estamos entregando de um jeito muito adequado, porque ficou bem bonito, bem moderno”, afirmou.

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