Café ganha protagonismo na Expoingá 2026 com experiências sensoriais

O aroma do café tem chamado a atenção dos visitantes da Expoingá 2026. Em diferentes espaços do Parque Internacional de Exposições, o grão ganhou destaque com experiências sensoriais, degustações, cafés premiados e até explicações técnicas sobre torra e produção.
A feira reúne desde produtores premiados até ações educativas voltadas ao público urbano. Uma das novidades desta edição é o lounge sensorial do CA FÉ ON, instalado na Varanda Texana – uma nova área criada em 2026 onde antes ficavam baias de animais. O espaço funciona como uma prévia do evento dedicado ao café e oferece degustações, além de um espaço para provar cardápios especiais promovidos por parceiros, de padarias a restaurantes. Thiago Mendes, gerente do local, diz que o objetivo é valorizar a tradição cafeeira do Paraná e recolocar o estado em evidência no setor.

“O CA FÉ ON nasceu para trazer novamente o protagonismo do café para o Paraná, que já foi o maior produtor mundial antes da geada negra”, destacou. Segundo ele, a edição deste ano do evento será realizada nos dias 31 de julho, 1º e 2 de agosto, no antigo Instituto Brasileiro do Café (IBC).
Dentro do mesmo espaço novo há ainda a Feira Sabores do Paraná, que abriu espaço para produtores premiados. Maristela Souza, de Tomazina, está entre os expositores e conta que ela e o marido acompanham todas as etapas da produção, desde o cultivo até a torrefação. “É um dos cafés mais premiados do Paraná. A gente cuida desde o pé até o pacote”, afirma.

Na Fazendinha da Expoingá, organizada pelo IDR-Paraná, o público também encontra um espaço dedicado exclusivamente ao café, com informações sobre variedades, aromas, métodos de torra e características sensoriais do grão. O ambiente apresenta uma “roda de sabores”, mostrando que o café pode ter notas que remetem a chocolate, frutas e cacau, dependendo da variedade e do processo de produção. Lucas Silva Figueiredo, acadêmico de agronomia, explica que a exposição ajuda os visitantes a compreenderem como o tempo e a temperatura da torra influenciam diretamente no sabor da bebida. Segundo ele, torras excessivas acabam mascarando as características naturais do café. “Depois de determinado ponto da torra, o café começa a perder notas de chocolate e cacau e ganha mais amargor”, explica.

A aposentada Martinha Pereira Campos, apaixonada por café, também se identificou com a exposição ao recordar a forma artesanal como a mãe preparava o grão décadas atrás. “Ela torrava no fogo, mexendo tudo na mão, e depois colocava numa peneira para esfriar e não passar do ponto”, relembra, com saudade.
A Expoingá segue com atividades voltadas à aproximação entre o público urbano e a produção agrícola paranaense, apresentando diferentes cadeias produtivas e reforçando a importância do café como um dos símbolos históricos e econômicos do Paraná. A feira segue até o dia 17 de maio, reunindo atrações técnicas, culturais e de entretenimento no Parque Internacional de Exposições.
