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14 de maio de 2026

Paratletas cobram apoio e celebram destaque no cenário mundial. ‘Trabalhamos muito’


Por Agência Estado Publicado 14/05/2026 às 17h30
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No Top 5 entre as potências do esporte paralímpico mundial, o Brasil vem se dedicando a ampliar cada vez mais essa sua marca dentro deste universo. Muito além de medalhas e recordes, atletas paralímpicos assumiram protagonismo ao mostrar que desempenho esportivo não pode ser limitado por barreiras físicas ou sociais. Em um cenário mais atento à diversidade, este segmento surge como exemplo de superação e construção de oportunidades.

Na palestra que teve como tema, “O futuro do esporte é inclusivo – as lições do paradesporto”, realizada nesta quinta-feira, 14, no São Paulo Innovation Week (SPIW), maior festival global de tecnologia e inovação, promovido pelo Estadão em parceria com a Base Eventos, o assunto foi tratado sob a ótica da tradição que o Brasil vem conquistando.

“O Brasil já é uma potência mundial paralímpica em todos os sentidos, em todas as classes, todos os esportes. Isso é uma coisa verdadeiramente impressionante”, afirmou Guilherme Costa, jornalista da Globo e mediador do debate. Na última paralimpíada, por exemplo, a delegação brasileira retornou com 25 ouros, 25 pratas e 38 bronzes.

“Quando estamos num lugar de destaque, no jornal, eu fico emocionado. Eu estava na cama de um hospital, sem uma perna e um deficiente visual me mostrou esse horizonte. Vi uma campanha (na imprensa) e fiquei incendiado com essa chama do paralímpico. Botei na cabeça que queria ser paratleta com três dias de internação”, afirmou Vinícius Rodrigues Gonçalves, velocista paralímpico que foi vítima de um acidente de moto aos 19 anos em Maringá.

O apoio de marcas como a Asics foi destacado no debate desta quarta-feira. “Na véspera dos Jogos Paralímpicos de Paris, lançamos um programa chamado ‘Asics para todos’. Começamos a colocar um manequim PCD em todas as lojas (entre outras iniciativas). Isso os deixa representados. Acredito que se outras marcas fizerem isso (apoio), teremos muitos frutos para todo mundo”, afirmou Constanza Novillo, diretora de marketing da Asics para a América Latina.

O esporte de alto rendimento paralímpico vem oferecendo toda uma estrutura (em relação a aparelhos e também uniformes de última linha) e isso tem feito a diferença para que os paratletas brasileiros possam se destacar no âmbito mundial.

“Já sou ‘metade tecnologia’. Uso uma prótese de titânio. E no atletismo isso faz toda a diferença. Tenho dez anos de alta performance e esses equipamentos de melhor qualidade refletem nos resultados”, afirmou Vinícius.

Entre as suas principais conquistas estão o bronze nos 100m nos Jogos Paralímpicos de Paris 2024, a prata nos 100m no Mundial de Paris 2023 e nos 100m nos Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020, e o bronze nos 100m no Mundial de Dubai 2019.

Atleta da modalidade vôlei sentado, Luisa Fiorese teve um osteossarcoma no fêmur esquerdo e precisou substituir parte dos ossos da perna por uma endoprótese. Entre seu melhor resultado está o ouro no Mundial da Bósnia 2022; bronze nos Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020.

“Precisamos entender que é um mundo muito mais amplo do que isso (sobre atletas paralímpicos). As pessoas pensam apenas em alguém que não tem perna ou braço. Mas não é assim. E as marcas esportivas estão voltadas para nos fornecer material adequado. As deficiências são diversas”, afirmou Luisa Fiorese, destaque na modalidade vôlei sentado durante a palestra.

Luisa disse ainda que os paratletas precisam ser olhados como atletas. Em busca de mais visibilidade ela pediu mais reconhecimento nestas competições. “Treinamos e trabalhamos muito. Espero que no futuro tenhamos a mesma cobertura (e visibilidade) dos esportes olímpicos”, afirmou.

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