Nós usamos cookies para melhorar a sua experiência em nosso site, personalizar publicidade e recomendar conteúdo de seu interesse. Ao acessar nosso portal, você concorda com o uso dessa tecnologia. Saiba mais em nossa Política de Privacidade.

20 de maio de 2026

Bolsas da Ásia fecham em baixa com tensões EUA-Irã e pressão dos rendimentos dos títulos


Por Agência Estado Publicado 20/05/2026 às 05h53
Ouvir: 00:00

Por Sergio Caldas

São Paulo, 20/05/2026 – As bolsas asiáticas fecharam em baixa nesta quarta-feira, em meio a tensões persistentes entre os Estados Unidos e o Irã e a rendimentos elevados de títulos, que pressionam ações e outros investimentos.

Liderando as perdas na Ásia, o índice japonês Nikkei caiu 1,23% em Tóquio, a 59.804,41 pontos, pressionado por ações de tecnologia e eletrônicos. O sul-coreano Kospi recuou 0,86% em Seul, a 7.208,95 pontos, enquanto o Hang Seng cedeu 0,57% em Hong Kong, a 25.651,12 pontos, e o Taiex registrou perda de 0,39% em Taiwan, a 40.020,82 pontos.

Na China continental, o pregão teve queda moderada: o Xangai Composto recuou 0,18%, a 4.162,18 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto caiu 0,28%, a 2.869,17 pontos. O banco central chinês (PBoC, pela sigla em inglês) mais uma vez deixou suas principais taxas de juros inalteradas, apesar de recentes sinais de desaceleração econômica. As chamadas LPRs não sofrem ajustes desde maio do ano passado.

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse ontem que estava “a uma hora” de decidir atacar o Irã, antes de ser convencido a adiar a ofensiva por alguns dias. Ele acrescentou que, se Washington não conseguir fechar um acordo de paz com Teerã, um novo ataque poderá ocorrer até o início da próxima semana.

A tendência de alta dos rendimentos de títulos globais, em especial dos Treasuries, diante de pressões inflacionárias ligadas ao choque nos preços de energia com a guerra no Oriente Médio e de expectativas de que bancos centrais mantenham os juros altos por mais tempo, também desestimula o apetite por risco. No fim da madrugada, o juro do T-bond de 30 anos recuava a 5,165%, após ter atingido 5,201% mais cedo, o maior patamar desde julho de 2007.

Apesar do tom intimidatório de Trump, o petróleo recuava pelo segundo dia consecutivo, mas o Brent se mantinha perto do elevado nível de US$ 110 por barril.

Na Oceania, a bolsa australiana também ficou no vermelho, com baixa de 1,26% do S&P/ASX 200 em Sydney, a 8.496,60 pontos.

Contato: sergio.caldas@estadao.com

Pauta do Leitor

Aconteceu algo e quer compartilhar?
Envie para nós!

WhatsApp da Redação

Comentar

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Economia

Câmara aprova projeto de lei que permite que cooperativas acessem fundos constitucionais


A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira, 19, o projeto de lei complementar (PLP) 262/2019 que permite que cooperativas possam…


A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira, 19, o projeto de lei complementar (PLP) 262/2019 que permite que cooperativas possam…

Economia

Dou extra traz MP que cria linha de R$ 30 bi para motoristas de aplicativo e taxistas


Foi publicada há pouco, em edição extra do Diário Oficial da União (DOU), a Medida Provisória (MP) nº 1.359/2026 que…


Foi publicada há pouco, em edição extra do Diário Oficial da União (DOU), a Medida Provisória (MP) nº 1.359/2026 que…

Economia

Maior produtor global, Chile aumenta previsão para preços do cobre


A Comissão Chilena do Cobre (Cochilco) divulgou na terça-feira, 19, as novas projeções de preço, demanda e oferta do metal…


A Comissão Chilena do Cobre (Cochilco) divulgou na terça-feira, 19, as novas projeções de preço, demanda e oferta do metal…