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20 de maio de 2026

Advogado pede liberdade para os Buscariollo e nega relação de Carlos Eduardo com crimes


Por Redação GMC Online Publicado 20/05/2026 às 19h43
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Foto: Reprodução

A defesa de Carlos Eduardo Buscariollo afirmou que a prisão do investigado não está relacionada ao caso do desaparecimento e morte de quatro homens em Icaraíma, no noroeste do Paraná. A declaração foi feita pelo advogado Renan Farah após a repercussão da captura ocorrida em Nova Odessa, no interior paulista.

Segundo o defensor, em entrevista a OBemdito, Carlos Eduardo está preso desde o início de abril por uma investigação diferente da conduzida pela Polícia Civil do Paraná (PCPR). De acordo com Farah, o cliente é alvo de apuração envolvendo suspeitas de tráfico de drogas, tráfico de armas e organização criminosa em São Paulo.

“O Carlos Eduardo Buscariollo foi preso por um motivo absolutamente diferente. É um crime em que ele está sendo acusado de tráfico de armas, tráfico de drogas e organização criminosa. Então, não tem nada a ver com o caso de Icaraíma”, afirmou o advogado.

Farah também declarou que a defesa tenta reverter a prisão preventiva do investigado. Conforme explicou, inicialmente foi apresentado um pedido de revogação da prisão temporária, posteriormente convertida em preventiva, mas a solicitação acabou negada pela Justiça.

Após a decisão, os advogados ingressaram com habeas corpus no Tribunal de Justiça de São Paulo. Segundo o defensor, o pedido liminar foi rejeitado, mas o mérito ainda aguarda julgamento.

“O habeas corpus ainda não foi julgado definitivamente. Estamos aguardando a análise do Tribunal de Justiça para verificar a possibilidade de ele responder em liberdade”, afirmou.

Durante a manifestação, o advogado também questionou os elementos reunidos contra o cliente e disse considerar frágeis os indícios apresentados até o momento.

“Os indícios que existem contra o meu cliente são muito pequenos. Não considero que haja prova consistente”, declarou.

Chacina em Icaraíma

Carlos Eduardo Buscariollo também é investigado pela Polícia Civil do Paraná no inquérito que apura o desaparecimento e a morte de quatro homens em Icaraíma.

A PCPR confirmou que a prisão realizada em São Paulo ocorreu em outra investigação e não teve participação direta da corporação paranaense.

O caso de Icaraíma ganhou repercussão após quatro homens desaparecerem e serem encontrados mortos em uma área rural do município.

Antônio Buscariollo, conhecido como “Tonhão”, e seu filho Paulo Ricardo Costa Buscariollo seguem foragidos. Eles são apontados como principais autores do crime.

Há ainda outro filho, Carlos Henrique Buscariollo, o “Mamute”, que também é investigado no inquérito das mortes.

Revogação das prisões

O advogado Renan Farah também comentou a situação de Antônio Buscariollo e de Paulo Ricardo. Segundo ele, a defesa apresentou pedido de revogação das prisões temporárias decretadas contra pai e filho no Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR).

O advogado argumenta que a medida não faria sentido diante do fato de os investigados estarem desaparecidos. “A prisão temporária serve para auxiliar nas investigações, mas eles estão desaparecidos. Então, qual seria a interferência deles no inquérito neste momento?”, afirmou.

Farah disse ainda que o pedido foi negado em primeira instância e que a defesa aguarda a análise de um habeas corpus protocolado no Tribunal de Justiça do Paraná. “Entramos com o habeas corpus e agora aguardamos o julgamento pelo Tribunal”, declarou o advogado.

As informações são do Portal O Bemdito.

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