MP arquiva inquérito que apurava possível irregularidade em salários pagos a vigias da Câmara Municipal de Maringá

Exatamente um ano depois de iniciada a investigação, o Ministério Público concluiu que não havia irregularidades no pagamento de salários a vigias do Legislativo municipal.
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Em maio de 2025, dados sobre salários de servidores estatutários que atuam como vigilantes da Câmara chamaram a atenção.
Os dados constavam no Portal da Transparência.
Um servidor chegou a receber em um mês mais de R$ 53 mil de salário bruto.
Na época, a explicação dada pela Câmara para os salários bem acima da remuneração base dos servidores era o pagamento de horas extras.
Os vigias precisaram fazer horas extras porque os gabinetes dos novos vereadores desta legislatura estavam num prédio anexo, que exigia vigilância 24h.
A situação só foi regularizada em julho de 2025 quando a Câmara terceirizou o serviço de vigilância no Legislativo.
A Câmara emitiu uma nota sobre o arquivamento da investigação do Ministério Público.
Na nota, a Câmara informa que a investigação do MP foi rigorosa, o que incluiu análise de registros biométricos dos servidores, comprovando que os serviços foram realmente prestados.
Veja a nota na íntegra:
“O Ministério Público do Paraná concluiu sua investigação sobre os salários pagos a vigias da Câmara de Vereadores de Maringá e arquivou o inquérito.
A decisão é clara: nenhuma irregularidade, nenhum ato de improbidade, nenhum prejuízo ao erário.
A apuração foi rigorosa.
O MP acionou seu Núcleo de Apoio Técnico Especializado, analisou registros biométricos, holerites e toda a documentação da folha de pagamento.
A conclusão do Promotor de Justiça Leonardo da Silva Vilhena foi categórica: os valores pagos corresponderam a serviços realmente prestados, dentro da legislação municipal vigente.
A Câmara de Vereadores de Maringá colaborou com a investigação em cada etapa, apresentando todas as informações solicitadas com transparência e dentro dos prazos.
Mais do que isso: a gestão atual já havia agido antes mesmo do encerramento do inquérito.
A terceirização do serviço de vigilância, adotada a partir de julho de 2025, reduziu significativamente os custos e foi reconhecida pelo próprio MP como medida acertada de gestão.
O resultado confirma o que a Câmara de Vereadores sempre sustentou: os pagamentos seguiram a lei. E reforça o que orienta cada decisão desta Casa: responsabilidade com o dinheiro público, transparência nos atos de gestão e respeito às normas que regem o serviço público.”
