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27 de maio de 2026

Altas em Alimentação, Habitação e Saúde respondem por 95% do IPCA-15


Por Agência Estado Publicado 27/05/2026 às 12h37
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Apenas três dos nove grupos de produtos e serviços que integram o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) responderam por quase toda a inflação de maio, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Os principais aumentos foram registrados em Alimentação e Bebidas, alta de 1,38%, impacto de 0,30 ponto porcentual na formação do IPCA-15; Habitação, alta de 1,03% e impacto de 0,15 ponto porcentual; e Saúde e Cuidados Pessoais, aumento de 1,05% e impacto de 0,14 ponto porcentual.

Os três totalizaram juntos 95% do IPCA-15 cuja alta foi de 0,62% em maio ante elevação de 0,89% em abril.

Alimentação e Bebidas

De acordo com o IBGE, entre os componentes do grupo Alimentação e Bebidas, que subiu 1,38% em maio após alta de 1,46% em abril, a alimentação no domicílio teve alta de 1,73% em maio, após ter avançado 1,77% no mês anterior.

A alimentação fora do domicílio, por sua vez, subiu 0,51%, ante alta de 0,70% em abril.

Habitação

Os gastos das famílias brasileiras com Habitação passaram de uma elevação de 0,42% em abril para uma alta de 1,03% em maio.

A energia elétrica residencial subiu 2,16% em maio, item de maior pressão individual sobre a inflação do mês, contribuição de 0,09 ponto porcentual. Houve tanto impacto da mudança na bandeira tarifária quanto de reajuste em concessionárias de Fortaleza, Salvador e Recife.

“Em maio, passou a vigorar a bandeira tarifária amarela, com a cobrança adicional de R$1,885 a cada 100kWh consumidos”, lembrou o IBGE.

A taxa de água e esgoto avançou 0,13%, devido ao reajuste de 4,80% em Goiânia desde 1º de abril. O gás encanado aumentou 0,44%, puxado pelo reajuste médio de 3,00% no Rio de Janeiro em 1º de maio.

Saúde e Cuidados Pessoais

Os gastos das famílias brasileiras com Saúde e Cuidados Pessoais passaram de uma elevação de 0,93% em abril para uma alta de 1,05% em maio.

As maiores pressões partiram dos itens de higiene pessoal (1,60%), produtos farmacêuticos (1,25%, ainda em reflexo da autorização do reajuste de até 3,81% nos preços dos medicamentos a partir de 1º de abril) e plano de saúde (0,50%).

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