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27 de maio de 2026

Chefe do PCC é transportado de avião para Campo Grande sob forte esquema de segurança


Por Agência Estado Publicado 27/05/2026 às 21h14
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O traficante Gerson Palermo, conhecido como “Pigmeu” e apontado como liderança do PCC, foi transferido para o Brasil nesta quarta-feira, 27, após ser capturado na Bolívia na terça-feira, 26. Ele foi transportado de avião para Campo Grande (MS), sob forte esquema de segurança. O jornal boliviano El Deber registrou o momento em que Palermo embarca na Bolívia. A defesa de Palermo não foi localizada.

Ao chegar no Brasil, “Pigmeu” foi conduzido por policiais federais à Superintendência Regional da PF em Mato Grosso do Sul para os procedimentos legais. Segundo a PF, ele será encaminhado ao sistema penitenciário federal. Palermo é condenado por crimes relacionados ao tráfico internacional de drogas e outros.

O traficante foi encontrado e preso pela polícia boliviana em Cotoca, na região de Santa Cruz de La Sierra, em uma ação de cooperação internacional entre a Polícia Federal brasileira e a Força Especial de Luta contra o Narcotráfico (FELCN) da Bolívia.

De acordo com a PF, Palermo comprou um habeas corpus concedido em abril de 2020 pelo desembargador Divoncir Schreiner Maran, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, investigado por suspeita de venda de sentenças. Divoncir nega as acusações.

Antes da concessão da prisão domiciliar, Palermo estava preso em regime fechado em Campo Grande desde abril de 2017. Ele havia sido detido pela PF na Operação All In, deflagrada em março daquele ano, quando foram apreendidos 810 quilos de cocaína.

Piloto de avião e apontado como integrante da cúpula do PCC, Palermo rompeu a tornozeleira eletrônica e fugiu poucas horas após ser beneficiado pela decisão judicial. Desde então, não havia mais sido localizado.

Sequestro de avião

Palermo acumula 126 anos de pena de prisão por tráfico de entorpecentes e outros crimes – entre as acusações às quais ele já respondeu está o sequestro de um avião da antiga Vasp (Viação Aérea São Paulo) em agosto de 2000, no Paraná. Somente neste caso, Palermo foi condenado a 66 anos de prisão.

Segundo a acusação, o avião, que levava 60 passageiros, havia acabado de decolar do Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu com destino a Curitiba quando foi sequestrado. A rota da aeronave foi alterada para Porecatu, no interior do Estado. Ele foi preso uma semana depois do crime, andando na Avenida Paulista, e usando o mesmo celular utilizado no sequestro da aeronave. Na mochila dele, havia R$ 67 mil que eram de malotes roubados.

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