Nós usamos cookies para melhorar a sua experiência em nosso site, personalizar publicidade e recomendar conteúdo de seu interesse. Ao acessar nosso portal, você concorda com o uso dessa tecnologia. Saiba mais em nossa Política de Privacidade.

29 de maio de 2026

Choque prolongado pode exigir política monetária mais restritiva, diz dirigente do Fed


Por Agência Estado Publicado 29/05/2026 às 12h17
Ouvir: 00:00

A vice-presidente de Supervisão do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), Michelle Bowman, afirmou nesta sexta-feira, 29, que o impacto da guerra no Oriente Médio sobre a economia, embora ainda esteja sendo mensurado, pode levar a aumentos persistentes da inflação, exigindo uma política monetária mais restritiva.

“Estou otimista de que, assim que o conflito for resolvido, as interrupções no abastecimento (de petróleo) vão diminuir, deixando apenas um impacto temporário na inflação e efeitos mínimos sobre a atividade econômica. No entanto, caso as interrupções persistam até bem adiante no segundo semestre, poderemos começar a observar efeitos mais amplos na inflação”, ponderou ela, em discurso na Conferência Econômica de Reykjavík de 2026, na Islândia.

Para a dirigente, quanto mais persistentes forem os preços elevados do petróleo, maior será a probabilidade de ela considerar uma mudança de abordagem ao avaliar o equilíbrio de riscos. “A parte complicada é entender o que pode ou não ter efeitos persistentes sobre a inflação”, afirmou.

Segundo ela, a postura atual “moderadamente restritiva” do Fed busca manter condições estáveis no mercado de trabalho e, ao mesmo tempo, permitir que a inflação retome a trajetória rumo a 2% assim que os efeitos das tarifas e dos preços do petróleo se dissiparem. Reagir a um choque energético temporário pode prejudicar a economia, acrescentou.

Bowman disse ainda que o crescimento dos EUA tem se mostrado resiliente, mas que o mercado de trabalho segue vulnerável a choques adversos e que os avanços na redução da inflação parecem ter “estagnado”.

Em sua visão, uma alta de juros seria justificada caso os preços elevados se mostrem persistentes, em um cenário de emprego sem sinais de folga e de PIB crescendo bem acima do potencial.

Sobre inteligência artificial, Bowman disse que ganhos de produtividade associados à IA podem exercer pressão baixista sobre a inflação. “Políticas favoráveis, incluindo regulamentações menos restritivas e impostos mais baixos para as empresas, provavelmente também contribuirão para essas condições”, acrescentou.

Pauta do Leitor

Aconteceu algo e quer compartilhar?
Envie para nós!

WhatsApp da Redação

Comentar

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Economia

BC comunica fim da liquidação da Administradora de Consórcio Nacional Valor, devido à falência

Publicado 29/05/2026 às 12h14

O Banco Central cessou a liquidação extrajudicial da Administradora de Consórcio Nacional Valor, em razão de sentença que decretou a…


O Banco Central cessou a liquidação extrajudicial da Administradora de Consórcio Nacional Valor, em razão de sentença que decretou a…

Economia

Exportações caem 1,7% no 1º tri de 2026 ante 4º tri de 2025 nas contas do PIB, mostra IBGE

Publicado 29/05/2026 às 12h06

As exportações diminuíram 1,7% no primeiro trimestre de 2026 ante o quarto trimestre de 2025. Os dados foram divulgados pelo…


As exportações diminuíram 1,7% no primeiro trimestre de 2026 ante o quarto trimestre de 2025. Os dados foram divulgados pelo…

Economia

Dívida líquida do setor público em abril atinge recorde da série histórica, revela BC

Publicado 29/05/2026 às 12h00

O chefe do Departamento de Estatística do Banco Central, Fernando Rocha, afirmou nesta sexta-feira, 29, que o resultado da dívida…


O chefe do Departamento de Estatística do Banco Central, Fernando Rocha, afirmou nesta sexta-feira, 29, que o resultado da dívida…