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03 de junho de 2026

Dólar sobe com petróleo por tensão EUA-Irã e de olho em tarifas dos EUA


Por Agência Estado Publicado 03/06/2026 às 10h06
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O dólar opera em alta no Brasil na manhã desta quarta-feira, 3, acompanhando a valorização da moeda americana e dos rendimentos dos títulos dos Estados Unidos e da Europa em meio a tensões renovadas no Oriente Médio.

O Irã condenou ataques atribuídos aos Estados Unidos contra um petroleiro no Estreito de Ormuz e uma torre de telecomunicações na ilha de Qeshm, classificando as ações como violação do cessar-fogo e do direito internacional. Teerã também responsabilizou Kuwait e Bahrein por supostamente permitirem o uso de seus territórios na operação e afirmou que poderá responder com “todos os meios disponíveis”, incluindo ações contra a origem dos ataques.

O mercado local também repercute a proposta de tarifas extras de até 12,5% dos Estados Unidos ao Brasil por suposta falha no combate à importação de bens produzidos com trabalho forçado. Relatório do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos cita disputa entre Brasil e Estados Unidos no mercado de carne da China e acusa concorrência desleal de pecuaristas e frigoríficos brasileiros por suposto uso de trabalho análogo à escravidão.

Se aplicada, a tarifa ao Brasil se somaria aos 25% já anunciados pelo governo americano, após investigação sobre práticas comerciais. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva acusou o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de pedir tarifas e intervenção no Pix ao presidente americano Donald Trump, o que foi negado pelo parlamentar. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, avalia ir aos Estados Unidos tratar do tema.

A produção industrial brasileira avançou 0,7% em abril ante março, acima da mediana das estimativas do mercado, que apontava alta de 0,5%. Na comparação com abril de 2025, a indústria cresceu 2,7% e no acumulado de 2026, +1,7%, enquanto em 12 meses o avanço foi de 0,7%, após alta de 0,4% até março. Já a média móvel trimestral subiu 0,8% em abril.

O Comitê de Estabilidade Financeira (Comef) do Banco Central avaliou que o ambiente de taxa básica de juros contracionista, aliado ao elevado endividamento de famílias e empresas, requer cautela e diligência nas concessões de crédito.

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