Nós usamos cookies para melhorar a sua experiência em nosso site, personalizar publicidade e recomendar conteúdo de seu interesse. Ao acessar nosso portal, você concorda com o uso dessa tecnologia. Saiba mais em nossa Política de Privacidade.

12 de junho de 2026

Integrante do BCE diz que alta de juros busca conter efeitos secundários da inflação


Por Agência Estado Publicado 12/06/2026 às 08h49
Ouvir: 00:00

O membro do Conselho do Banco Central Europeu (BCE) e presidente do Banco da França, Emmanuel Moulin, afirmou que a elevação de juros anunciada na quinta-feira, 11, foi necessária para evitar que o choque inflacionário provocado pela guerra no Golfo Pérsico se espalhe de forma mais ampla pela economia da zona do euro.

Em publicação no LinkedIn, o dirigente destacou que a decisão de elevar a taxa de depósito de 2% para 2,25% visa impedir efeitos de segunda rodada sobre os preços.

“Essa decisão sobre os juros é necessária para garantir que os efeitos de segunda rodada permaneçam contidos”, escreveu Moulin. Segundo ele, a medida se justifica nos diferentes cenários avaliados pelo BCE para a economia do bloco.

O dirigente afirmou que, três meses e meio após o início do conflito, já está claro que o choque energético será persistente, independentemente da evolução geopolítica no curto prazo. De acordo com Moulin, a alta dos preços do petróleo e do gás começou a ser repassada para outros componentes da cesta de consumo, especialmente alguns serviços, embora ainda não haja sinais de efeitos secundários por meio dos salários.

Moulin observou ainda que as projeções do BCE para a zona do euro foram revisadas para cima no caso da inflação e, de forma mais moderada, para baixo no caso do crescimento econômico. O comentário reforça a avaliação apresentada pela presidente da instituição, Christine Lagarde, de que os riscos inflacionários associados ao conflito permanecem elevados.

Apesar do tom firme em relação à inflação, Moulin ecoou Lagarde ao reiterar que o BCE seguirá dependente dos dados para definir os próximos passos da política monetária. “Em um ambiente de elevada incerteza, continuaremos atentos à evolução dos diversos indicadores, sem nos comprometer com uma trajetória predeterminada”, afirmou.

Pauta do Leitor

Aconteceu algo e quer compartilhar?
Envie para nós!

WhatsApp da Redação

Comentar

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Economia

China: novos empréstimos em yuan voltam a crescer em maio

Publicado 12/06/2026 às 08h11

A expansão do crédito bancário na China se recuperou em maio após a queda inesperada de abril, superando as expectativas…


A expansão do crédito bancário na China se recuperou em maio após a queda inesperada de abril, superando as expectativas…

Economia

Produção industrial do Reino Unido permanece estável em maio ante abril

Publicado 12/06/2026 às 07h10

A produção industrial do Reino Unido permaneceu estável em maio ante abril, segundo dados publicados nesta sexta-feira (12) pelo ONS,…


A produção industrial do Reino Unido permaneceu estável em maio ante abril, segundo dados publicados nesta sexta-feira (12) pelo ONS,…

Economia

CPI da Alemanha sobe 2,6% na comparação anual de maio

Publicado 12/06/2026 às 07h08

A taxa anual de inflação ao consumidor (CPI) da Alemanha desacelerou em maio para 2,6%, de 2,9% em abril, segundo…


A taxa anual de inflação ao consumidor (CPI) da Alemanha desacelerou em maio para 2,6%, de 2,9% em abril, segundo…