Hipnose rodoviária: como a monotonia da estrada pode causar acidentes

Quem costuma pegar estrada sabe que é necessário ter atenção redobrada com os perigos da pista causados por condições adversas do tempo e a imprudência de outros motoristas. Porém, chegar ao destino final também exige que o condutor esteja atento a si mesmo, especialmente quando o trajeto é monótono.
- Entre no canal do GMC Online no Instagram
- Acompanhe o GMC Online no Instagram
- Clique aqui e receba as nossas notícias pelo WhatsApp
A falta de estímulos visuais e a paisagem repetitiva podem levar a um estado mental conhecido como hipnose rodoviária. O fenômeno psicofisiológico ocorre quando há uma hipovigilância, tornando a atenção e o sistema de alerta menos eficientes. Em outras palavras, é como se o cérebro do motorista entrasse no piloto automático.
Segundo o neurologista Pedro Brandão, a previsibilidade do ambiente faz com que aconteça um “desligamento” parcial da atenção, deixando o cérebro menos engajado para estar atento à tarefa de dirigir.
“Estudos com eletroencefalograma (EEG) mostram que na hipnose rodoviária há aumento de atividade nas ondas alfa e teta, que são padrões cerebrais associados à sonolência e à redução da atenção. Há também diminuição da atividade em regiões cerebrais responsáveis pelo processamento de estímulos externos e pela manutenção da atenção sustentada”, explica o especialista do Hospital Sírio-Libanês, em Brasília.
Além da monotonia da estrada, o estado mental pode ocorrer devido a períodos prolongados de direção, privação de sono dias antes da viagem, direção em horários de baixa atividade circadiana, como de madrugada e após o almoço, e estimulação sensorial insuficiente.
“A depender da intensidade do estado de hipnose rodoviária, ele pode fazer o motorista perder até a destreza das ações básicas da direção sem percepção consciente à tempo, fazendo o carro sair da estrada, invadindo a contramão, não fazendo uma curva de maneira adequada ou não reduzindo a velocidade”, alerta o neurologista Thiago Taya, do Hospital Brasília Águas Claras.
Clique aqui e leia a reportagem completa no Metrópoles.
