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15 de junho de 2026

FGV: 51,2% dos trabalhadores creem estar difícil ou muito difícil conseguir trabalho atualmente


Por Agência Estado Publicado 15/06/2026 às 08h41
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Cinco em cada dez trabalhadores, uma fatia de 51,2%, creem estar difícil ou muito difícil conseguir trabalho no País atualmente. Por outro lado, 25,5% acreditam estar fácil ou muito fácil arranjar um emprego, o maior valor nos 12 meses de série histórica da Sondagem do Mercado de Trabalho, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV).

As respostas sobre a percepção de como está conseguir um trabalho no momento mostraram 9,3% dos trabalhadores avaliando estar muito difícil arrumar emprego; 41,9% disseram estar difícil; 23,3% relataram estar normal; 23,3% reportaram estar fácil; e 2,2% avaliaram estar muito fácil.

Quanto às expectativas futuras, 33,6% acreditam que a situação no mercado de trabalho brasileiro deve estar mais difícil nos próximos seis meses, e 3,5% relatam que ficará muito difícil. Uma fatia de 33,3% preveem que a situação permaneça igual; 28,9%, que esteja fácil; e 0,7%, muito fácil.

“Por um lado, a percepção sobre o momento presente segue melhorando, indicando um mercado de trabalho ainda aquecido. Mas por outro lado, as pessoas têm se mostrado cada vez mais cautelosas com a manutenção desse cenário”, avaliou Rodolpho Tobler, economista do Ibre/FGV, em nota oficial.

De acordo com o economista, a primeira metade do ano tem sido de taxa de desocupação em níveis baixos em termos históricos, abaixo do mesmo período do ano anterior, mas já se observa diminuição no ritmo das contratações.

“A desaceleração da atividade econômica e o aumento de incerteza no cenário macroeconômico ajudam a explicar a expectativa menos otimista para os próximos meses.”

A sondagem mostrou ainda uma redução na fatia de pessoas muito satisfeitas com o próprio trabalho principal, de 13,1% em abril para 12,6% em maio, enquanto a proporção de satisfeitos subiu de 63,8% para 64,1% no período, e a de insatisfeitos caiu de 7,5% para 6,9%.

A proporção de pessoas que enxergam a renda atual do trabalho como suficiente para arcar com despesas essenciais diminuiu de 70,8% em abril para 70,3% em maio.

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