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16 de junho de 2026

Primas desaparecidas há quase 2 meses no PR: delegado revela avanço e aponta possível área de ocultação; veja onde foram feitas buscas


Por Thiago Danezi Publicado 16/06/2026 às 12h36
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Foto: Arte GMC Online

A investigação sobre o desaparecimento de duas primas em Cianorte, na região de Maringá, ganhou novos desdobramentos. Em entrevista concedida na manhã desta terça-feira, 16, o delegado da Polícia Civil, Luis Fernando Alves Silva, responsável pelo caso, afirmou que as investigações avançaram significativamente e que análises de inteligência já apontam possíveis regiões onde pode ter ocorrido ocultação relacionada ao caso.

Na segunda-feira, 15, equipes da Polícia Civil do Paraná (PCPR) intensificaram as buscas técnicas em áreas rurais de Paraíso do Norte, município localizado na região de Cianorte. A operação contou com apoio da Polícia Militar do Paraná (PMPR) e da Polícia Científica do Paraná.

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Durante a ação, foram utilizados drones e equipamentos de alta tecnologia, como o Radar de Penetração no Solo (GPR), ferramenta usada para identificar alterações subterrâneas e possíveis pontos de interesse pericial.

Segundo o delegado Luis Fernando, embora a investigação siga sob sigilo, os trabalhos tiveram avanços importantes a partir da análise de dados e fontes de inteligência. “A investigação segue em sigilo, mas avançou bastante. Conseguimos fazer algumas análises de dados e de fontes de inteligência, e essas análises já apontavam para uma possível localização e ocultação na região onde foram feitas as buscas”, afirmou o delegado.

De acordo com ele, as diligências realizadas nesta semana ocorreram após levantamentos preliminares feitos pelas equipes policiais, aliados a denúncias recebidas durante a investigação. “Tínhamos feito um levantamento preliminar. Por toda a dinâmica que estamos avaliando e investigando, acabamos entendendo pela necessidade da averiguação da denúncia do local”, explicou.

Apesar dos avanços, a polícia ainda não trabalha com um ponto exato de localização. Conforme o delegado, a área investigada é extensa e de difícil acesso, o que exige maior precisão e reforço tecnológico nas operações.

“Usamos um aparato tecnológico melhor para ampliar nossas buscas. Não se tem uma localização exata, porque a área de busca é muito grande”, disse. O delegado ainda destacou que existem indícios que apontam regiões específicas, mas sem uma delimitação precisa. “Temos indícios de regiões. É uma região de bastante mata, canavial, áreas difíceis”, completou.

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