Decreto que autoriza Guarda Civil fiscalizar trânsito será complementado, diz prefeito Silvio Barros

O decreto do prefeito Silvio Barros permitindo que a Guarda Civil Municipal atue na fiscalização do trânsito será complementado com sugestões feitas pelos agentes de trânsito, informou o chefe do Executivo em entrevista à CBN Maringá na manhã desta terça-feira, 16.
Ele disse que a sua gestão, desde o início, vem monitorando onde estão as principais dificuldades sentidas pela população e que caberiam intervenção da Prefeitura. “A segurança era o problema número um, hoje não é mais. E o segundo problema foi saúde, que hoje também não é mais”.
“Agora o problema número um é o trânsito. A população está incomodada, embora Maringá seja uma cidade muito tranquila em relação ao trânsito comparado com outras. Temos ruas largas, uma boa estrutura, mas o trânsito está incomodando os maringaenses”.
Acrescentou que “está morrendo mais gente do que devia, está tendo mais acidentes do que deveria, em grande parte por imprudência, displicência e desobediência às regras de trânsito. Como é que a prefeitura responde a demanda da população? Melhorando a eficiência e o resultado do seu trabalho”.
Efetivo da Guarda Civil
Lembrou que “nós temos 200 guardas municipais que estão circulando pela cidade, que estão em bases estratégicas, mas que, em princípio, quando flagram uma infração de trânsito, não podem fazer nada. E aquela infração de trânsito pode causar um acidente e pode matar uma pessoa”.
“Eu entendo que uma forma de responder a demanda e dar à população um atendimento mais eficiente é dar autoridade para a Guarda Municipal, para que ela faça alguma coisa. Então o que a gente pode fazer é reforçar a fiscalização e minimizar o problema com a presença e o esforço do poder público”.
Observou que “isso gera uma série de questionamentos, principalmente dos próprios agentes de trânsito, que ficaram preocupados da gente querer extinguir a atividade deles. De forma alguma.
Muito pelo contrário, o agente cuida da disciplina do trânsito e da mobilidade da cidade”.
Esquina inspirou decreto
“Vamos dar um exemplo claro: Na esquina das avenidas Herval e Arthur Thomas: Vocês sabem que eu fui lá fiscalizar, né? Duas horas da manhã. Eu estou ali e passa um camarada com a motocicleta com o escapamento aberto, para fazer show às pessoas da rua, acordando todo mundo que estava dormindo”.
E continuou : “Não tinha nenhum agente de trânsito lá, mas tinha uma viatura da Guarda Civil. E aí? A gente deixa o cara continuar fazendo aquela bagunça e a guarda não pode fazer nada para beneficiar o cidadão e acabar com essa esculhambação? Desculpa, não me pareceu razoável”.
Foi a partir dessa situação que o prefeito pediu um estudo sobre o tema e verificar se a Guarda Civil poderia ser mais uma força de controle para as irregularidades, as imprudências e a indisciplina que está acontecendo no trânsito para atender uma demanda da população. Esse é o histórico”.
A partir daí, disse o prefeito, “eu entendi que é um benefício e dei o parecer favorável a essa ação, a esse decreto, e a minha fala foi o seguinte: se a população não está seguindo as regras básicas de trânsito, então de alguma forma ela deve ser educada e medidas foram tomadas”.
Não é indústria de multa
Segundo Silvio Barros, “a população não pode dizer, como ocorreu quando eu estava vindo aqui para a rádio e fui abordado por um cavaleiro e ele falou assim: “Ah! Prefeito, não é possível, agora a Guarda Civil vai multar também? E eu respondi para ele, meu amigo, esse é o problema número um da cidade”.
“Nós precisamos acabar com a bagunça no trânsito e não se trata de indústria de multa, ao contrário, quando nós uniformizamos a velocidade das avenidas, nós retiramos multa numa quantidade muito expressiva, quando você tinha radares com velocidades diferentes multando as pessoas”.
Acrescentou: “Eu não tenho nenhum interesse em multar, para dizer a verdade, o meu sonho como gestor seria colocar no orçamento zero de arrecadação de multa, com todo mundo andando na linha, parando na faixa, não excedendo a velocidade, respeitando a vida das pessoas e nenhuma infração”.
“O que nós não podemos é permitir que as pessoas continuem morrendo, porque nós não temos perna para cuidar dos indisciplinados, dos irresponsáveis, das pessoas que efetivamente não se preocupam com o próximo. E no trânsito a gente tem que olhar para o outro como um ser humano”.
Segundo o prefeito, “o decreto vai sofrer alguns ajustes técnicos, que os agentes de trânsito nos alertaram e vamos fazer uma melhoria no decreto para que ele funcione de maneira adequada. Os agentes de trânsito têm um papel extremamente importante e vão nos ajudar muito”.
