Nova Carteira de Identidade Nacional já foi emitida para 3,3 milhões de paranaenses; veja como fazer a sua
No Paraná, 3.357.688 moradores já emitiram a nova Carteira de Identidade Nacional (CIN), número que corresponde a 28,40% da população do Estado. O documento, que substitui gradualmente o antigo Registro Geral (RG), faz parte de uma iniciativa nacional para unificar a identificação dos brasileiros por meio do Cadastro de Pessoas Físicas (CPF), reduzindo fraudes e ampliando a segurança dos registros públicos.
Em todo o Brasil, mais de 55,8 milhões de pessoas já emitiram a CIN, segundo dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) consolidados até 12 de junho. A primeira via do documento é gratuita e pode ser solicitada em qualquer estado mediante apresentação da certidão de nascimento ou casamento.

A adesão à nova identidade segue em ritmo acelerado. Atualmente, são emitidas em média 39,6 mil carteiras por dia e cerca de 1,13 milhão por mês. Apenas nos primeiros dias de junho de 2026, mais de 782,6 mil novos documentos foram expedidos em todo o país.
A Carteira de Identidade Nacional utiliza o CPF como número único de identificação, eliminando a possibilidade de uma mesma pessoa possuir diferentes números de identidade em estados distintos. A medida aumenta a confiabilidade das bases de dados públicas e facilita o acesso a serviços governamentais.
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Mais segurança para os cidadãos
Entre as principais novidades da CIN está a inclusão de um QR Code que permite verificar a autenticidade do documento por meio de um aplicativo gratuito. A ferramenta também possibilita consultar as informações registradas na versão física da carteira.
Outra inovação é a integração aos sistemas biométricos de identificação, fortalecendo a segurança do cidadão e do Estado e tornando mais seguro o acesso a benefícios e serviços públicos.
Prazo de validade varia conforme a idade
A validade da nova carteira depende da faixa etária do titular:
- Crianças de até 12 anos incompletos: validade de cinco anos;
- Pessoas entre 12 e 60 anos incompletos: validade de dez anos;
- Pessoas com mais de 60 anos: validade indeterminada.
Documento segue padrão internacional
A CIN também foi desenvolvida com padrões internacionais de identificação. O documento conta com uma zona de leitura mecânica (MRZ), semelhante à utilizada em passaportes, permitindo sua utilização em viagens para países que mantêm acordos com o Brasil, como os integrantes do Mercosul.
Apesar disso, a carteira não substitui o passaporte em viagens para destinos que exigem esse documento.
Integração com o GOV.BR
Além de servir como documento oficial de identificação em todo o território nacional, a CIN facilita o acesso aos serviços digitais do governo. A nova identidade permite obter a conta nível Ouro no GOV.BR, o mais alto nível de segurança da plataforma.
O documento também pode ser utilizado para recuperar o acesso à conta GOV.BR em situações de perda ou troca de celular. Para isso, é necessário ter a versão física da carteira, realizar reconhecimento facial e fazer a leitura do QR Code presente no documento.
Versão digital reúne diversos documentos
Após receber a versão impressa, o cidadão pode baixar gratuitamente a versão digital da CIN pelo aplicativo GOV.BR. O formato digital facilita a identificação em diferentes situações e permite reunir diversos documentos em um único ambiente.
Entre os registros que podem ser vinculados estão o Título de Eleitor, Carteira Nacional de Habilitação (CNH), Carteira de Trabalho (CTPS), identidade funcional, certificado militar, PIS/Pasep, NIS e NIT.
Nova identidade será exigida para benefícios sociais
A Carteira de Identidade Nacional também será utilizada para aprimorar os cadastros dos programas sociais e a qualidade das bases de dados da administração pública.
Em abril deste ano, o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos definiu um novo cronograma para a adoção da CIN na concessão e renovação de benefícios sociais. Pessoas sem cadastro biométrico deverão emitir o documento a partir de janeiro de 2027. Já para quem possui biometria cadastrada na Justiça Eleitoral, na CNH ou no passaporte, a obrigatoriedade passará a valer a partir de janeiro de 2028.
