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17 de junho de 2026

Ouro fecha em alta à espera de Fed e com alívio no Oriente Médio


Por Agência Estado Publicado 17/06/2026 às 14h55
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O ouro encerrou em alta na sessão desta quarta-feira, 17, com os mercados à espera da decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed), diante de um otimismo cauteloso com os relatos sobre os termos do acordo entre os Estados Unidos e Irã.

Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para agosto encerrou em alta de 0,62%, a US$ 4.381,40 por onça-troy, enquanto a prata para julho avançou 1,1%, a US$ 70,77 por onça-troy.

O TD Securities aponta que o foco do mercado é a reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, em inglês) e o tom que o novo presidente, Kevin Warsh, vai demonstrar em sua primeira reunião no cargo. Com amplas expectativas em manutenção das taxas de juros, o banco canadense acredita que a decisão indicará postura mais hawkish, “como o abandono da sinalização de flexibilização monetária e revisões para cima nas projeções de inflação”.

Na mesma linha, o Saxo Bank aponta que os investidores vão observar com atenção os comentários de Warsh, em busca de entender as perspectivas de inflação além de sinalizações de como dirigentes estão “equilibrando as pressões inflacionárias ainda elevadas com os sinais de moderação do crescimento econômico e um mercado de trabalho gradualmente mais fraco”.

Para o Gold Bullion Company, os preços do ouro devem retornar ao nível de US$ 5 mil ainda este ano diante da demanda por parte dos bancos centrais globais. As previsões feitas no ano passado, de que o metal poderia atingir US$ 6 mil, estão “um pouco fora do alcance”, segundo a corretora. Contudo, o TD Securities aponta que a tendência geral continua negativa para o ouro, apesar de os preços terem encontrado suporte em meio ao alívio geopolítico com o acordo entre EUA e Irã. Detalhes sobre os termos do memorando continuam gerando especulações.

Nesta quarta-feira, o presidente americano, Donald Trump, falou sobre a liberação de verbas aos iranianos, mas voltou a endurecer o tom contra o país caso o acordo não seja assinado.

*Com informações de Dow Jones Newswires

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