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23 de junho de 2026

Polícia descobre quem tirou GoPro de jovem morta em queda de Rope Jump


Por Metrópoles, parceiro GMC Online Publicado 23/06/2026 às 16h18
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Foto: Divulgação

João Antônio Pivetta Ribeiro da Silva (foto em destaque), um dos presos por envolvimento na morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante um salto de rope jump, foi, segundo a polícia, o responsável por retirar a câmera GoPro acoplada do braço da vítima. Maria Eduarda morreu após ser lançada em queda livre de quase 30 metros da Ponte do Esqueleto, na divisa entre Limeira e Cordeirópolis, interior de São Paulo, no último dia 13.

João Antônio, Gabriel Barros Martins e Evelyne dos Santos Gonçalves foram presos nesse sábado (20/6) por envolvimento na tragédia. Segundo a polícia, Evelyne fazia parte da organização do evento. Eles vão ficar presos temporariamente por cinco dias, mas  a Polícia Civil enviou, nesta terça-feira (23/6), um pedido à Justiça para estender as prisões para 30 dias, até o término do inquérito.

Segundo a investigação, João Antônio e Gabriel Barros também faziam parte do grupo “Entre Cordas”, responsável pela realização do evento. Ambos fugiram do local após a morte de Maria Eduarda.

Inicialmente, seis pessoas, entre elas os três instrutores presos por homicídio doloso com dolo eventual e Evelyne, foram detidas e levadas à delegacia. A mulher e outros dois homens foram liberados, enquanto os instrutores Maicon Fernandes Cintra, de 42 anos; Luis Felipe Feliciano Egoroff, de 32; e Vitor de Freitas Gonçalves, de 27, foram autuados em flagrante. A Justiça converteu o flagrante para preventiva no dia seguinte à tragédia.

Conforme publicado pelo Metrópoles, os instrutores negaram o sumiço intencional da GoPro usada por Maria Eduarda. Testemunhas, contudo, afirmaram terem flagrado uma pessoa retirando a câmera.

A reportagem apurou que, após os relatos, a polícia intensificou as investigações com relação ao sumiço da câmera e descobriu que havia mais duas pessoas ligadas aos organizadores do evento.

Além das prisões temporárias, a Justiça autorizou o cumprimento de mandados de busca e apreensão nos endereços dos investigados, com a apreensão de aparelhos celulares, equipamentos eletrônicos e outros materiais que possam contribuir para o esclarecimento dos fatos”, afirmou a Secretaria da Segurança Pública (SSP) por meio de nota.

Além do crime de homicídio com dolo eventual, uma possível fraude processual dos envolvidos é apurada. A investigação aponta que foram identificados indícios de que conteúdos digitais “potencialmente relevantes à elucidação do caso” foram excluídos pelos suspeitos, o que motivou os pedidos de prisão e mandados de busca e apreensão.

Apesar do cumprimento das ordens de busca e apreensão contra Antônio João, Gabriel Barros e Evelyne, a câmera GoPro ainda não foi encontrada.

Clique aqui e leia a reportagem completa no Metrópoles

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