Correção: Anfavea lamenta volta das cotas de importação de carros elétricos
A matéria enviada anteriormente trazia um erro no campo do crédito. Atribuir a matéria ao repórter Eduardo Laguna. Segue novamente o texto com a devida correção.
A Anfavea, associação das montadoras, manifestou “grande preocupação” com a decisão da Câmara de Comércio Exterior (Camex) que restabeleceu as cotas de importação de automóveis híbridos e elétricos que têm a produção finalizada no Brasil. A medida favorece a BYD, que importa da China carros parcialmente montados para produção final na fábrica de Camaçari, na Bahia.
“A decisão, tomada sem consulta ao setor produtivo, altera de forma intempestiva uma política definida pelo próprio Governo Federal, que teve como objetivo combinar a expansão da eletromobilidade no Brasil com a atração de investimentos produtivos de longo prazo para o país”, escreveu a Anfavea na nota em que lamento a decisão da Camex.
Ao prolongar benefícios que haviam sido criados como temporários, emenda a Anfavea, o governo coloca em xeque a confiança de empresas que ajustaram seus planos de investimentos contando com as regras pactuadas.
A decisão, conforme a Anfavea, contraria a sinalização que orientou R$ 140 bilhões em investimentos anunciados sob as regras vigentes e gera insegurança para empresas que estruturaram projetos considerando o cronograma estabelecido pelo próprio governo.
“O que está em debate, com essa decisão, não é a transição energética, que já está em curso e não vai parar. O que está em debate é qual modelo de desenvolvimento o país pretende incentivar para a nova mobilidade e qual espaço será reservado à produção nacional nesse processo.”
A entidade diz que, nos últimos anos, a eletrificação avançou de forma acelerada no país. “Novas marcas chegaram ao mercado, a oferta de veículos aumentou e os emplacamentos de eletrificados importados cresceram 214% entre 2023 e 2025”, aponta.
A associação lembra que os R$ 140 bilhões anunciados pelas montadoras em investimentos no Brasil até 2033 serão destinados a novas formas de propulsão incluindo a eletrificação, pesquisa, engenharia, modernização industrial e ampliação da cadeia de fornecedores.
“Por essa razão, a discussão deixou de ser como acelerar a entrada dos veículos eletrificados no mercado brasileiro. O desafio agora é garantir que essa transformação gere mais produção local, desenvolvimento tecnológico, fornecedores, engenharia e agregação de valor no país”, diz a entidade das montadoras.
