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29 de junho de 2026

Justiça inicia audiência de tenente-coronel acusado de matar esposa PM com tiro na cabeça


Por Agência Estado Publicado 29/06/2026 às 13h56
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Começou nesta segunda-feira, 29, a audiência de instrução e julgamento do tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos. Ele é réu sob a acusação de feminicídio e fraude processual pela morte de sua mulher, a soldado da PM Gisele Alves Santana, de 32 anos. O crime ocorreu em fevereiro deste ano no apartamento do casal, localizado no bairro do Brás, na região central da capital paulista.

O caso tramita na 5ª Vara do Júri do Fórum Criminal da Barra Funda, na zona oeste. A sessão de abertura foi realizada em formato virtual por conta do jogo da Seleção Brasileira nesta segunda. As próximas etapas, contudo, ocorrerão presencialmente.

A previsão do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) é de que a fase de instrução se estenda por cinco dias, período no qual está previsto o depoimento de 40 testemunhas arroladas pela acusação e pela defesa.

Nesta segunda, as inquirições começaram com sete pessoas, incluindo o delegado Lucas de Souza Lopes, que presidiu as investigações na Polícia Civil, e os peritos criminais Tadeu Gomes Correa e Amanda Rodrigues Marinone, responsáveis pela análise técnica do local de crime.

Morte de Gisele Alves Santana

Geraldo Neto é apontado como principal suspeito de matar a soldado da PM Gisele Alves Santana com um tiro na cabeça, dentro do apartamento do casal, no Brás, região central de São Paulo. O caso aconteceu em 18 de fevereiro.

O oficial foi preso um mês depois, em 18 de março, em São José dos Campos, por determinação da Justiça Militar, após investigação conduzida pela Corregedoria da PM. Geraldo Neto também foi indiciado pela Polícia Civil por feminicídio e fraude processual. Atualmente, o réu está detido no Presídio Militar Romão Gomes, na zona norte da capital.

O tenente-coronel sempre negou o crime e sustenta que Gisele teria cometido suicídio após receber a notícia de que o marido queria a separação. A versão é contestada pelos investigadores.

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