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01 de julho de 2026

Bolsas da Ásia-Pacífico fecham mistas com incertezas sobre acordo EUA-Irã e Ormuz


Por Agência Estado Publicado 01/07/2026 às 05h54
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Por Sergio Caldas*

São Paulo, 01/07/2026 – As bolsas da Ásia e do Pacífico fecharam sem direção única nesta quarta-feira, à medida que persistiam as incertezas em torno do conflito no Oriente Médio e do acesso ao crucial Estreito de Ormuz, apesar de um acordo inicial para encerrar a guerra entre os Estados Unidos e o Irã.

O índice Nikkei subiu 0,59% em Tóquio, a 70.474,96 pontos, com investidores atentos também ao mercado de câmbio, onde o iene vem renovando mínimas em 40 anos frente ao dólar nos últimos dois dias, alimentando especulação sobre uma possível intervenção do governo japonês.

Por outro lado, o sul-coreano Kospi recuou 2,04% em Seul, a 8.303,41 pontos, pressionado em parte pelas gigantes de semicondutores Samsung Electronics (-5,84%) e SK Hynix (-3,40%).

Na China continental, o Shanghai Composto avançou 0,44%, a 4.112,45 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto registrou ganho de 0,39%, a 2.851,81 pontos, após a divulgação de novos dados de atividade manufatureira acima do esperado.

Em outras praças, o Taiex subiu 1,94% em Taiwan, a 47.018,99 pontos, e o mercado de Hong Kong não operou devido a um feriado local.

Na Oceania, a bolsa da Austrália encerrou em queda, com perda de 0,64% do S&P/ASX 200 em Sydney, a 8.722,90 pontos.

As cotações do petróleo oscilaram em torno da estabilidade nas últimas horas, um dia após dois enviados dos Estados Unidos chegarem ao Catar para conversas com mediadores sobre a implementação do acordo com o Irã. Os americanos, porém, não terão negociações diretas com diplomatas iranianos enquanto estiverem em Doha. No fim da madrugada, porém, o Brent caía mais de 1%.

“Embora os mercados de petróleo estejam atualmente precificando um retorno gradual à normalização da oferta, o tráfego pelo Estreito de Hormuz ainda não se recuperou aos níveis anteriores à guerra”, ressaltou Tim Waterer, analista-chefe de mercados da KCM Trade, em nota. Em condições normais, cerca de 20% do petróleo mundial transita por Ormuz.

Contato: sergio.caldas@estadao.com

*Com informações da Associated Press

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