Motorista presta depoimento 27 dias após acidente que matou Gabriel Ávila Lopes em Maringá; família cobra justiça
Vinte e sete dias após o acidente que matou o motociclista Gabriel Ávila Lopes, de 22 anos, o motorista envolvido na colisão prestou depoimento à Polícia Civil de Maringá. O interrogatório ocorreu nesta terça-feira, 30, e marca uma das últimas etapas da investigação sobre a morte do jovem, registrada no dia 3 de junho, na Avenida Doutor Alexandre Rasgulaeff.

De acordo com o delegado Francisco Caricatti, responsável pela Delegacia de Trânsito, a versão apresentada pelo motorista será confrontada com imagens de câmeras de segurança, laudos periciais e demais provas reunidas ao longo da investigação.
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Durante o depoimento, o motorista afirmou que deixou o local após a chegada do Corpo de Bombeiros e alegou que não fugiu da cena do acidente, apenas não permaneceu até a chegada da Polícia Militar. Segundo a Polícia Civil, ele responde pelo crime de homicídio culposo na direção de veículo automotor, quando não há intenção de matar.
O acidente que matou Gabriel Ávila Lopes
Na noite de 3 de junho, Gabriel retornava da academia e estava a poucos metros de casa quando a motocicleta que conduzia foi atingida durante uma manobra realizada pelo carro. O impacto foi violento e o jovem morreu ainda no local. Um vídeo flagrou o acidente fatal.
Logo após a colisão, o motorista deixou a cena antes da chegada das equipes policiais, circunstância que provocou indignação entre familiares, amigos e moradores e aumentou a repercussão do caso.
A morte de Gabriel abalou profundamente a família. Cerca de um ano antes do acidente, o jovem havia perdido o pai para o câncer. Desde então, segundo a mãe, Roberta Ávila Franco Lopes, Gabriel passou a ser o principal apoio da casa.
Ele trabalhava, ajudava nas despesas da família e estava vendendo a motocicleta justamente para realizar um sonho: ajudar a mãe a comprar uma casa.
No dia do acidente, Roberta viajava para São Paulo quando recebeu a notícia da morte do filho e precisou retornar às pressas para Maringá.
Dias após a tragédia, familiares e amigos organizaram uma manifestação pelas ruas de Maringá. Vestindo camisetas com a foto de Gabriel, eles pediram justiça e cobraram agilidade da Polícia Civil.

A principal reclamação era a demora para que o motorista fosse ouvido. Agora, com o interrogatório realizado, a expectativa da família é pela conclusão do inquérito e pela responsabilização do condutor, caso a investigação confirme sua responsabilidade pela morte de Gabriel.
Quase um mês após o acidente que matou seu filho, Roberta Ávila Lopes tomou uma decisão que jamais imaginou precisar enfrentar: deixou Maringá para tentar recomeçar a vida em outro estado.
