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01 de abril de 2026

Dólar oscila, mas perde força com recuo no exterior, deflação do IPCA e ata


Por Agência Estado Publicado 09/08/2022 às 13h03 Atualizado 20/10/2022 às 14h58
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O dólar à vista estava volátil nos primeiros negócios desta terça-feira, 9, e exibia viés de baixa por volta das 9h40, após quatro dias em quedas seguidas. O ajuste é puxado pela tendência negativa da moeda americana no exterior em meio alta de mais de 1% do petróleo e expectativas de desaceleração da inflação americana em véspera de divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI) dos EUA de julho, na quarta-feira, dia 10.

Os investidores precificam ainda a deflação maior que a esperada do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 0,68% em julho, ante um avanço de 0,67% em junho, enquanto a ata do Copom reforça o tom “dovish” do comunicado, abrindo espaço para o fim de aperto monetário.

O resultado do índice de preços oficial do País, o IPCA, ficou dentro do intervalo das estimativas dos analistas ouvidos pelo Projeções Broadcast, que previam um recuo entre 0,88% e 0,45%, com mediana negativa de 0,66% no mês passado.

A taxa acumulada pela inflação neste ano ficou em 4,77%. O resultado acumulado em 12 meses foi de 10,07%, dentro das projeções dos analistas, que iam de 9,85% a 10,32%, com mediana de 10,10%.

Mais cedo foram divulgadas deflação da primeira prévia do IGP-M e a do IPC-Fipe quase estável. Ontem, o dólar e as taxas futuras fecharam novamente em queda, refletindo a perspectiva de fim de ciclo de aperto da Selic e exterior positivo.

Os investidores locais seguem avaliando também a ata da reunião da semana passada do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada mais cedo. No documento, o BC afirma que a estratégia mais adequada para garantir é a alta de juros praticada este mês, seguida monitoramento de se somente a perspectiva de manutenção da taxa por um período “suficientemente longo” vai assegurar o retorno para o “redor da meta”. Na semana passada, o Copom elevou a taxa Selic em 0,50 ponto porcentual, para 13,75% ao ano.

O colegiado disse que optou por sinalizar que “avaliará a necessidade de um ajuste residual, de menor magnitude, na próxima reunião”, com o objetivo de “trazer a inflação para o redor da meta no horizonte relevante”, que inclui o ano de 2023 e, em menor grau, de 2024. Atualmente, as projeções do BC para esses horizontes são de 4,6%, contra o centro da meta de 3,25%, e 2,7%, ante o alvo central de 3,0%.

No exterior, os índices futuros em Nova York operam em baixa, enquanto os juros dos Treasuries avançam e os contratos futuros do petróleo passaram a subir mais de 1% nesta manhã, revertendo perdas da madrugada, após relatos de que a Rússia parou de suprir petróleo através do oleoduto Druzhba para Hungria, República Checa e Eslováquia.

Às 9h42, o dólar à vista tinha queda de 0,15%, a R$ 5,1051. O dólar para setembro cedia 0,16%, a R$ 5,1375.

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