Nós usamos cookies para melhorar a sua experiência em nosso site, personalizar publicidade e recomendar conteúdo de seu interesse. Ao acessar nosso portal, você concorda com o uso dessa tecnologia. Saiba mais em nossa Política de Privacidade.

01 de abril de 2026

Pacientes sem sintomas respiratórios reclamam de atendimento demorado em Maringá


Por Ivy Valsecchi, com informações de Luciana Peña/CBN Maringá Publicado 11/01/2022 às 21h01 Atualizado 20/10/2022 às 11h19
Ouvir: 00:00
Foto: Luciana Peña/CBN Maringá

As UPAs seguem lotadas em Maringá, com pacientes que relatam esperar horas por atendimento. Pacientes sem sintomas respiratórios reclamam de atendimento demorado. Eles querem saber por que não há separação entre os casos de saúde geral e os pacientes com suspeita de Covid-19. A reportagem da CBN esteve na unidade da Zona Sul na tarde desta terça-feira,11. 

Ha alguns que chegam de manhã e só são atendidos à tarde. Não são apenas eles que estão cansados. É fácil notar que os servidores das unidades de pronto atendimento também estão sobrecarregados e esgotados. Alguns ficando doentes. O caos dos últimos dias é em função da alta de casos de coronavírus.

E com unidades de saúde lotadas de pessoas com sintomas respiratórios, pacientes que estão com outro tipo de problema acabam esperando muito tempo por atendimento também. É o caso do João Henrique Santos. “Eu fui trabalhar hoje de manhã, eu fui bater o dedo, entrei pra trabalhar, meu pulso abriu do nada. Daí eu vim na upa aqui, fiz o negócio tudo certinho e ele falou pra aguardar aqui fora. Daí eu fiquei agora fora desde às 10 horas até agora, não falaram nada, daí eu entrei lá mais duas vezes e eles falaram pra aguardar aqui fora”. João, que aguardava desde às 10 horas, ainda não havia sido atendido até às 16h30.

O marido de Eliete Almeida estava na mesma situação. Sem sintomas respiratórios e esperando atendimento com todo mundo no mesmo espaço. “Ele tá passando mal, nem dormiu à noite, daí a gente veio era meio-dia e meia mais ou menos e até agora [16h30] não fomos atendidos. Ela disse que tá demorando de oito a dez horas para ser atendido, só que daí eu disse que o dele não é suspeita de covid, é dor na lombar, só que a gente não sabe se é rim, se é ciático ou é lombar. Daí ela falou que a upa é um posto só, que não tem como separar, então vai demorar esse tempo pra ser atendido”.

Os pacientes com sintomas de Covid-19, depois do primeiro atendimento precisam voltar para o exame. É o caso de Marlene Colombo. “Eu vim aqui ontem, e ontem eu fiquei da 1 até às 8 da noite pra fazer o teste hoje. Eu acabei de fazer o teste e estou esperando pra ser atendida pelo médico, pra ele ver se deu negativo ou positivo. To esperando o resultado e a moça disse pra mim que eu tenho que esperar até a hora que ele puder atender né. Eu to com tosse, mas como meu filho testou positivo e eu tive câncer de mama, tenho imunidade baixa, eu tenho que fazer o médico disse né, pra tratar logo, porque a imunidade baixa é mais complicado né”.

Retorno
A Prefeitura de Maringá informou que houve uma reunião nesta terça-feira, 11, para tratar justamente sobre essa questão e a intenção é separar pacientes com sintomas respiratórios dos demais. A prefeitura deve implantar unidades exclusivas para sintomas respiratórios.

Para ouvir a reportagem completa da CBN Maringá, clique aqui.

Pauta do Leitor

Aconteceu algo e quer compartilhar?
Envie para nós!

WhatsApp da Redação