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02 de abril de 2026

ONS diz que pedido para adiar manutenção de térmicas faz parte de procedimento


Por Agência Estado Publicado 17/07/2021 às 18h36 Atualizado 20/10/2022 às 12h04
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O diretor-geral do Operador Nacional do Sistema (ONS), Luiz Ciocchi, confirmou à reportagem que foi solicitado às usinas termelétricas que não fizessem paradas para manutenção no segundo semestre deste ano, período mais crítico previsto para a crise hídrica que está afetando o Brasil, para poupar os reservatórios das hidrelétricas.

O pedido já havia sido feito à usina nuclear de Angra 2, por exemplo, como antecipado pela reportagem, para permitir a volta da unidade antes de agosto, mês em que a crise deve se agravar. Sua parada, em junho, tirou 1.350 megawatts (MW) do Sistema Interligado Nacional (SIN).

“Faz parte do procedimento. Não há nada de excepcional”, afirmou Ciocchi à reportagem. O pedido visa poupar os reservatórios das hidrelétricas com a substituição pelas usinas térmicas, que desde o ano passado vem sendo acionadas e este ano tiveram seus despachos intensificados, aumentando a conta de luz do brasileiro por usarem, na sua maioria, combustível fóssil.

Os reservatórios das hidrelétricas do subsistema Sudeste/Centro-Oeste, responsáveis por 70% da geração hídrica do País, estão perdendo volume de água dia a dia, devido à falta de chuvas. Ontem, 16, esses reservatórios estavam apenas 27,7% cheios, contra 50,91% no mesmo dia do ano passado.

Os reservatórios do Sul também estão em franca queda, já tendo perdido 4,8% da água armazenada no acumulado em julho, e registram nível de 37,9%, frente aos 59,95% em 16 de julho de 2020.

O governo deve lançar também em breve algum tipo de incentivo para as indústrias deslocarem suas produções de horário, reduzindo a pressão da demanda por energia no horário de ponta do consumo. De acordo com Ciocchi, a expectativa é de que haja adesão ao programa.

O ONS descarta apagões ou racionamento este ano, mas especialistas alertam que se as chuvas no período chuvoso (novembro a abril) ficarem abaixo da média histórica, como neste ano, o Brasil pode ter problemas de abastecimento em 2022, principalmente se a vacinação contra o covid-19 avançar e impulsionar a retomada da economia.

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