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02 de fevereiro de 2026

Argentina: Caputo diz que pagamento ao FMI é comum e nega busca por mercados globais de dívida


Por Agência Estado Publicado 02/02/2026 às 17h15
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O pagamento pelo governo argentino de mais de US$ 800 milhões ao Fundo Monetário Internacional (FMI) nesta segunda-feira em juros da dívida que o país mantém com a organização internacional gerou uma disputa de versões no país. A imprensa divulgou que a administração recorreu novamente à uma transação com o governo dos EUA para ter acesso aos Direitos Especiais de Saque (DES, o ativo que o Fundo utiliza para seus pagamentos e recebimentos).

O ministro da Economia, Luís Caputo, defendeu que esta é uma transação comum, feita a preço de mercado. “O país está simplesmente pagando juros ao FMI. Esses juros são pagos em DEGs. Se fossem pagos em dólares, transferiríamos os dólares diretamente para o Fundo, mas como são pagos em DEGs, temos que comprá-los. Compramos dos Estados Unidos porque eles são vendedores de DEGs”, escreveu em sua conta no X.

Além disso, em entrevista à Rádio Mitre, Caputo negou que o governo planeja vender títulos nos mercados globais de dívida, enquanto o governo puder acessar fontes alternativas de financiamento com taxas de juros mais baixas. “Muito se fala sobre a necessidade da Argentina ir ao mercado para demonstrar que tem acesso a financiamento. A realidade é que o próprio mercado é o primeiro a saber se você tem acesso a financiamento ou não”, disse.

Sobre o tema, na mesma rede social, o presidente Javier Milei afirmou que os pagamentos às instituições multilaterais serão efetuados por meio da liquidação de ativos estatais. “Um déficit zero implica em pagamentos de juros da dívida, portanto, no pior cenário, apenas um refinanciamento seria buscado. Contudo, como já fizemos anteriormente, buscaremos outras fontes de financiamento e, consequentemente, continuaremos pagando a dívida”, apontou. “Uma oferta estagnada de títulos e uma demanda crescente implicam preços mais altos para os títulos argentinos e, consequentemente, taxas de juros mais baixas e, portanto, menor risco-país”, escreveu.

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