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05 de março de 2026

BC não tem meta de expectativa, tem meta de inflação, afirma diretor de Política Monetária


Por Agência Estado Publicado 05/03/2026 às 12h07
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O diretor de Política Monetária do Banco Central (BC), Nilton David, reforçou nesta quinta-feira, 5, que a autarquia não tem meta de expectativa, e sim meta de inflação. Contudo, disse que “o fato é que a expectativa tende a complicar a minha busca pela meta de inflação”.

Ainda assim, Nilton relembrou que, conforme brincou em outras oportunidades, “a política monetária funciona até para quem não acredita”.

Para o diretor, a formação das expectativas de inflação vai um pouco em linha com o que o Fundo Monetário Internacional (FMI) mencionou, de que a maioria dos países que tiveram inflação acentuada por período prolongado de tempo tem essa característica de ser mais sensível à inflação corrente.

“Isso aí é um pouco de passado que talvez demore para, para se ajustar. E vamos conviver com isso. Se a inflação tiver rodando a 3%, a expectativa está a 3% e a gente fica quatro, cinco, seis anos assim, eu imaginaria que em algum momento a expectativa vai voltar. Um pouco de paciência, né?”, disse, no evento “LATAM Macro Conference 2026” organizado pelo Goldman Sachs, em São Paulo.

Sem conforto

O diretor de Política Monetária do Banco Central afirmou ainda que “não há conforto com nada” em termos de inflação e que o Comitê de Política Monetária (Copom) está “com a lupa em tudo”. Por mais que “seja muito bem-vinda a inflação para baixo agora”, Nilton cravou que o horizonte relevante da autarquia é de 18 meses, período que transcende uma baixa que pode ser temporária.

“Quando se tem esse nível de juros, e estamos vendo sinais mais evidentes da propagação da política monetária, o esperado é que isso convirja. Portanto não adianta imaginar que vou trazer a inflação para 3% se eu estiver acima do potencial. Se for por questão de demanda, é natural esperar que não vá ficar em 3%. Esse é o ponto”, destrinchou o diretor.

Nilton também relembra que em 2025 o BC foi ajustando o hiato ao longo do ano, quando o crescimento se mostrou mais forte do que o imaginado. “Obviamente, se a economia está acima do potencial e houver aumento da demanda, acaba sendo um ponto de exclamação. Estamos seguindo o curso correto? A despeito das rendas terem aumentado, o desembolso com crédito também cresceu, as pessoas estão mais endividadas. Isso desde junho do ano passado”, disse.

O diretor ponderou, ainda, que a despeito da taxa Selic estar em 15% ao ano, o Brasil está no nível mais alto de emprego, menor desemprego e mais alto de renda.

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