As bolsas da Europa fecharam em alta nesta quarta-feira, 20, diante do alívio nos preços do petróleo em decorrência da abertura parcial do Estreito de Ormuz pelo Irã. Apesar do arrefecimento das preocupações em relação ao conflito no Oriente Médio, o mercado segue ponderando as possíveis consequências do imbróglio geopolítico nas economias europeias, bem como a trajetória de juros dos principais bancos centrais da região.
Em Londres, o FTSE 100 fechou em alta de 0,99%, a 10.432,34 pontos. Em Frankfurt, o DAX subiu 1,36%, a 24.732,28 pontos. Em Paris, o CAC 40 ganhou 1,7%, a 8.117,42 pontos. Em Milão, o FTSE MIB avançou 1,71%, a 49.181,66 pontos. Em Madri, o Ibex 35 subiu 2,16%, a 18.051,70 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 teve alta de 0,96%, a 9.247,99 pontos. As cotações são preliminares.
A retomada gradual e parcial da navegação pelo Estreito de Ormuz apoiou o apetite por risco na Europa mais cedo, sendo reforçada também por relatos de que o Paquistão pretende anunciar na quinta-feira uma versão final do texto do acordo entre EUA e Irã para encerrar as hostilidades antes de negociação presencial. Diante do alívio geopolítico, o setor de defesa e aeroespacial avançou 3,3%.
As consequências da guerra na economia, por outro lado, seguiam em foco: dirigentes do Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês) defenderam cautela antes de um possível aumento dos juros diante do ambiente de incerteza e riscos de alta da inflação. Na zona do euro, o dirigente do Banco Central Europeu (BCE) e presidente do BC da Bélgica, Pierre Wunsch, afirmou que vê “grandes chances” de um aperto monetário na reunião de junho, se a guerra continuar. Os comentários vieram após dados divergentes de inflação no Reino Unido e na zona do euro.
Ainda, o indicado do presidente da França, Emmanuel Macron, para comandar o BC francês, Emmanuel Moulin, teve candidatura aprovada pelo parlamento.
Entre outros destaques, a gigante holandesa de semicondutores ASML fechou em alta de 6,6%, à espera do balanço trimestral da Nvidia, enquanto o setor de tecnologia ganhou 3,1%. No setor bancário, o Commerzbank avançou 3% e o UniCredit subiu 2,4%, depois de a CEO do banco alemão pedir para que os acionistas rejeitem a proposta de aquisição pela instituição italiana.