As bolsas europeias fecharam sem direção única nesta terça-feira, 3, com ações de software e tecnologia pressionando parte dos índices, movimento que também é visto em Wall Street. Investidores ainda aguardam as decisões de juros do Banco Central Europeu (BCE) e do Banco da Inglaterra (BoE, em inglês) de quinta-feira.
Em Londres, o FTSE 100 fechou em queda de 0,26%, a 10.314,59 pontos – após renovar maior nível histórico na sessão passada. Em Madri, o Ibex 35 caiu 0,11%, a 18.094,80 pontos. Em Frankfurt, o DAX perdeu 0,09%, a 24.775,35 pontos. Em Paris, o CAC 40 cedeu 0,02%, a 8.179,50 pontos. Em Milão, o FTSE MIB avançou 0,9%, a 46.420,52 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 teve alta de 1,4%, a 8.828,16 pontos. As cotações são preliminares.
O setor de tecnologia do Stoxx 600 cedeu 4,5% nesta terça, em liquidação deflagrada pela introdução do plug-in legal da Anthropic para seu chatbot de IA generativa Claude, que automatiza processos jurídicos. Entre ações do setor, a ASML caiu 3,1% em Amsterdam e a SAP cedeu 4,8% em Frankfurt.
Também afetada pela Anthropic, a fornecedora de análises RELX tombou 14,7% em Londres, onde o FTSE 100 também era penalizado pela queda da AstraZeneca (-1,3%) após a FDA rejeitar tratamento para lúpus nos EUA.
Mineradoras, por outro lado, recuperavam a força em linha com metais. A Fresnillo ganhou 6,6% e a Antofagasta teve alta de 6,5%, com o subíndice do setor em alta de 3,95%.
A Orsted (-0,5%), empresa dinamarquesa de energia renovável, caiu após concordar em vender seu negócio onshore europeu para a empresa de investimentos Copenhagen Infrastructure Partners em um acordo avaliado em 1,44 bilhão de euros.
Em Madri, a Telefónica subiu 0,1% frente a relatos sobre interesse em comprar a rede britânica de banda larga Netomnia por cerca de 2 bilhões de libras, de acordo com o Financial Times.
Pesando questões geopolíticas, ações do setor de defesa subiram na sessão. Em Frankfurt, a Rheinmetall ganhou 1,5% e a Leonardo teve alta de 0,5% em Milão.
*Com informações da Dow Jones Newswires