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13 de janeiro de 2026

Bolsas de NY fecham em baixa, com CPI, disputas no Fed, balanços e geopolítica no radar


Por Agência Estado Publicado 13/01/2026 às 18h17
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As bolsas de Nova York fecharam em baixa nesta terça-feira, 13, pressionadas por novas ameaças do presidente dos EUA, Donald Trump, ao Irã e ao chefe do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, ampliando temores de maior tensão geopolítica e colocando a independência do BC em xeque. Ainda, investidores acompanharam dados da inflação americana em dezembro.

O Dow Jones caiu 0,80%, aos 49.191,99 pontos, enquanto o S&P 500 encerrou com queda de 0,19%, aos 6.963,74 pontos e o Nasdaq teve baixa de 0,10%, aos 23.709,87 pontos.

A Capital Economics alerta que a interferência constante de Trump na política monetária “acabará por ter um custo” para os EUA, apesar de ainda não ter gerar grande reação nos mercados desde que a inflação continue sob controle. “Acreditamos que o mercado de ações não irá vacilar em 2026: nossa previsão é de que o S&P 500 fechará o ano em 8.000 pontos”, aponta a consultoria.

Wall Street refletiu essa perspectiva. Mesmo em meio aos temores sobre o Fed, as bolsas abriram perto da estabilidade, depois que dados benignos da inflação ao consumidor (CPI, em inglês) deram fôlego aos índices.

Contudo, a promessa de Trump de “ajudar” o Irã ao suspender contato com autoridades e incentivar protestos contra o regime persa firmaram sentimento de aversão a risco em Nova York, ao mesmo tempo em que impulsionaram cotações do petróleo. A commodity subiu mais de 3% durante a sessão, renovando maior nível dos preços desde o fim de 2025. Segundo o Commerzbank, traders já precificam possível ataque dos EUA contra Teerã.

No fronte corporativo, o JPMorgan (-4,23%) abriu a temporada de balanços com resultados que frustraram expectativas do mercado, pressionando o setor bancário. Goldman Sachs, Morgan Stanley e Wells Fargo também fecharam em queda.

Já a Delta Air Lines (-2,38%) superou em estimativas de lucro no quarto trimestre, mas decepcionou em projeções para 2026, também pesando sobre pares como American Airlines (-4,06%) e United Airlines (-0,76%).

Na contramão, a Moderna disparou 17,02%, depois de anunciar planos para vacina conjunta contra gripe e covid-19. A Boeing subiu 1,91%, após relatar aumento nas vendas em 2025 e compras de aeronaves pela Delta. Entre fabricantes de chips, Intel (+7,33%) e AMD (+6,39%) avançaram com melhoras em suas recomendações de ações por serviços na nuvem.

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