As bolsas em Nova York fecharam sem direção única nesta segunda-feira, 18, em sessão marcada por volatilidade enquanto investidores acompanharam o impasse nas negociações entre Estados Unidos e Irã para encerrar a guerra.
O Dow Jones teve alta de 0,32%, aos 49.686,12 pontos. O S&P 500 caiu 0,07%, nos 7.403,02 pontos, e o Nasdaq recuou 0,51%, encerrando em 26.090,73 pontos.
As bolsas de Nova York amenizaram as perdas no fim da sessão e Dow virou para o positivo depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que seu governo adiou um ataque que estava programado para amanhã contra o Irã, apesar de tanto fontes da mídia americana quanto iraniana revelaram que os países não estão chegando a um consenso para um acordo de paz. Teerã apresentou uma proposta de paz atualizada hoje, mas a Casa Branca acredita que ela é insuficiente para um acordo, segundo a Axios. O país persa se recusa a fazer concessões significativas em seu programa nuclear.
Entre os destaques do dia, o setor de tecnologia (-0,97%) foi o mais prejudicado. A Nvidia caiu 1,33% antes da divulgação de seu balanço trimestral na quarta-feira. As outras gigantes de semicondutores Micron e AMD recuaram 5,95% e 0,73%, respectivamente.
A Tesla perdeu 2,90% depois que um júri rejeitou as alegações de Elon Musk de que a OpenAI, sob a liderança de Sam Altman, traiu sua missão de beneficiar o público ao se transformar em um negócio com fins lucrativos, concluindo que ele demorou demais para apresentar suas reivindicações contra a empresa.
Na ponta positiva, o setor de energia (+1,81%) registrou a maior alta setorial do pregão em meio à escalada nos preços do petróleo. A ExxonMobil teve alta de 1,63% e a Chevron ganhou 2,63%.
A Dominion Energy saltou quase 10% após fechar acordo para ser comprada pela NextEra Energy (-4,61%), em uma transação de US$ 67 bilhões que, se aprovada, unirá duas das maiores companhias elétricas dos EUA.
No radar, os reguladores dos EUA estão prestes a revelar, já nesta semana, um plano que reformularia a forma como os examinadores avaliam secretamente os bancos, de acordo com fontes da Bloomberg, uma medida que provavelmente será bem recebida pelos credores.