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05 de fevereiro de 2026

BR Partners lucra R$ 44,5 milhões no 4º tri 2025 e vê possibilidade de retomada da M&A em 2026


Por Agência Estado Publicado 05/02/2026 às 18h24
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O BR Partners, que nesta quinta-feira, 5, anunciou resultados trimestrais, espera que o primeiro semestre de 2026 seja mais forte em fusões e aquisições (M&A, em inglês), influenciado por fatores como a valorização do Ibovespa e o forte fluxo estrangeiro para o mercado local nas últimas semanas. No ano passado, as operações tiveram queda no banco, e as receitas da atividade de banco de investimento e mercado de capitais somaram R$ 304 milhões, recuo de 13,8%.

O diretor de Relações com Investidores e Assuntos Institucionais do BR Partners, Vinicius Carmona, conta que a partir do quarto trimestre o movimento de M&A já começou a melhorar, sinalizando um primeiro semestre positivo. O pipeline ganhou corpo e, mais importante, com operações que efetivamente viraram negócios. Ao longo de 2025, muitos negócios apareceram, mas acabaram morrendo antes de se concretizarem.

“Vimos a atividade de banco de investimento em patamares muito inferiores a de outros anos, influenciado por M&A”, disse Carmona. “Claramente temos uma janela mais propensa agora, com o fluxo estrangeiro voltando, os ativos melhor precificados em bolsas, juros com tendência de queda.”

Outro fator que ajuda nas M&A é que muitas companhias se ajustaram financeiramente nos últimos anos, melhorando seus balanços, alongando dívidas, o que ajuda para bancar aquisições. “Está tudo se alinhando para ter retomada de M&A e nossa expectativa é para um ciclo um pouco mais duradouro de operações.”

O banco de investimento BR Partners teve lucro líquido de R$ 44,5 milhões no quarto trimestre de 2025, alta de 5,7% ante igual período de 2024. No ano, o ganho foi de R$ 175,1 milhões, recuo de 9,6%. O retorno patrimonial (ROE, em inglês) fechou dezembro em 22,4%, de 20,4% há um ano.

As receitas totais do BR Partners somaram R$ 131,3 milhões no quarto trimestre, recuo anual de 8,7%. A queda foi puxada pelo recuo das operações de tesouraria, com receitas 45% menores no quarto trimestre na comparação anual, segundo Carmona, por conta da forte competição no segmento.

A operação de banco de investimento ficou estável no quarto trimestre, enquanto a de gestão de patrimônio avançou 32%. Em renda fixa, o BR Partners assessorou operações de dívida que somaram R$ 10 bilhões em 2025. Já o índice de Basileia, que mede a capitalização, fechou em 22%, bem acima do mínimo exigido pelo Banco Central, de 11%.

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