O Banco de Brasília (BRB) informou, em nota publicada nesta terça-feira, 3, que entregou à Polícia Federal e ao Banco Central um relatório preliminar de auditoria forense com “achados relevantes”. O relatório foi elaborado pela Machado & Meyer, um escritório de advocacia, com o suporte técnico da Kroll, uma empresa global de consultoria de riscos.
“O BRB informa que encontrou achados relevantes que constam da primeira etapa do relatório preliminar entregue pela auditoria forense contratada pelo banco”, diz a nota. “O Banco BRB informa que entregou o relatório à Polícia Federal (PF), na última quinta-feira, 29/01/2026. O mesmo relatório também foi entregue na data de ontem, 02/02/2026, ao Banco Central.”
Nesta terça-feira, o site g1 informou que a Polícia Federal abriu um novo inquérito para investigar suspeitas de gestão fraudulenta no BRB.
O banco público do Distrito Federal comprou cerca de R$ 12,2 bilhões em créditos falsos do Banco Master no ano passado, fato investigado pela PF na operação Compliance Zero. Também em 2025, o BRB se ofereceu para comprar o Master.
O banco acabou conseguindo trocar parte dos créditos inexistentes por ativos do Master, a exemplo de cotas em fundos de investimento. No entanto, ainda pode ter prejuízos nesses ativos. Em um depoimento à PF no dia 30 de dezembro de 2025, o diretor de Fiscalização do BC, Ailton Aquino, disse que as perdas do BRB com o caso podem somar até R$ 5 bilhões.
Na nota divulgada nesta terça-feira, o BRB disse que vem adotando “medidas institucionais, administrativas, extrajudiciais e judiciais” relacionadas a fundos de investimento, garantias e carteiras de crédito adquiridas. Essas medidas, que correm em sigilo, são uma resposta ao que foi constatado na investigação independente e visam ressarcir prejuízos causados pelos “agentes relacionados à operação Compliance Zero”.
O banco acrescentou que vai adotar “novas medidas, com a maior brevidade possível” para garantir seus interesses. “Por fim, o BRB ressalta que segue sólido e reafirma seu compromisso com a preservação de seu patrimônio, de seus clientes e do desenvolvimento econômico e social de Brasília e região”, diz a nota.