A presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) de São Francisco, Mary Daly, afirmou que o banco central americano precisa “olhar além dos dados” para calibrar as taxas de juros em futuras decisões, ampliando o contato com comunidades e empresas dos EUA. “Tudo somado, seremos capazes de responder a mudanças em perspectivas econômicas e sermos dependentes de projeções para garantir uma política monetária apropriada no futuro”, escreveu em publicação no X, nesta quinta-feira, 15.
Segundo a dirigente, dados, análises e modelos são “essenciais”. “Mas são as pessoas que nos dizem o que estão planejando e como isso moldará nosso futuro”, acrescentou.
Daly defendeu que a política monetária está bem posicionada para responder a qualquer desdobramento da economia e que os dirigentes precisam “deliberar” todas as informações ao tomar decisões para garantir o cumprimento do duplo mandato, de emprego pleno e estabilidade de preços.
A chefe da distrital de São Francisco ponderou que o crescimento econômico americano está sólido, com o mercado de trabalho estável e perspectivas de que a inflação irá melhorar ao longo deste ano. Na visão dela, os dados que estão por vir “parecem promissores”.
Ainda assim, Daly reconheceu que persistem incertezas e riscos para ambos os mandatos do Fed. “Nosso dever é servir ao povo americano e isso implica cumprir nosso duplo mandato”, frisou, lembrando que o banco central já reduziu os juros em 75 pontos-base (pb) no ano passado, quando a desaceleração do mercado de trabalho e pressões inflacionárias mais leves estavam em foco.