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03 de março de 2026

Dirigente do Fed diz que tarifas adicionaram até 0,75 pp à inflação de 3% nos EUA


Por Agência Estado Publicado 03/03/2026 às 13h39
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O presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) de Nova York, John Williams, afirmou que as tarifas foram o principal fator por trás da recente dinâmica da inflação nos Estados Unidos e estimou que elas já adicionaram entre 0,5 e 0,75 ponto porcentual (pp) à taxa atual, de cerca de 3%. Segundo ele, as tarifas têm sido o grande foco ao longo do último ano e seus efeitos “aumentaram de forma significativa os preços de bens importados”, sendo possível que o impacto total “ainda não tenha sido totalmente sentido”.

Em discurso preparado para evento, Williams avaliou que as tarifas interromperam o progresso rumo à meta de 2% definida pelo Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC, na sigla em inglês), mas ponderou que não há sinais de efeitos secundários relevantes.

“Não há indícios de efeitos significativos de segunda ordem”, disse o presidente da distrital de Nova York, acrescentando que a inflação subjacente, excluindo bens importados, “tem se movido na direção correta”.

Ele espera algum repasse adicional às leituras de preços no primeiro semestre, mas projeta que a inflação “começará a cair mais para o fim do ano”, à medida que o pico do efeito tarifário fique para trás.

Apesar disso, o dirigente afirmou que a economia americana segue resiliente. “A economia dos EUA parece estar em uma boa posição”, declarou.

Ele projeta crescimento do PIB real de cerca de 2,5% neste ano, apoiado por estímulos fiscais, condições financeiras favoráveis e investimentos robustos em inteligência artificial (IA).

No mercado de trabalho, Williams disse que nos últimos meses, surgiram “sinais promissores” de estabilização do emprego, embora reconheça que o quadro ainda é atípico, com baixas contratações e baixas demissões. Para ele, os riscos para o cumprimento do duplo mandato estão “em melhor equilíbrio”, e a política monetária está “bem posicionada”.

Williams não comentou as atuais tensões no Oriente Médio envolvendo EUA, Israel e Irã.

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