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26 de fevereiro de 2026

DIs caem à espera de IPCA-15 e acompanhando Treasuries, após leilão do Tesouro


Por Agência Estado Publicado 26/02/2026 às 18h50
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Os juros futuros renovaram mínimas e passaram a ceder na tarde desta quinta-feira, 26, com apoio do fechamento da curva dos Treasuries e à espera do IPCA-15 nesta sexta, 27, após alívio da pressão decorrente do leilão robusto de prefixados do Tesouro Nacional. O IGP-M de fevereiro, com recuo mais intenso do que o esperado, também ajudou a amenizar a pressão da valorização global do dólar, enquanto o mercado financeiro se atenta ainda para a divulgação do Caged e do PIB na próxima terça-feira.

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 recuou a 13,175%, de 13,23% do ajuste da véspera; e o para janeiro de 2029 cedeu para 12,535%, de 12,578%. Já o DI com vencimento para janeiro de 2031 passou de 12,987% para 12,945%.

O principal destaque na renda fixa ficou para o leilão de prefixados do Tesouro pela manhã, quando vendeu o lote integral de 20 milhões de LTN e 8,5 milhões de NTN-F, ante oferta de 9 milhões. O risco para o mercado em DV01 foi 27% maior do que no leilão passado e o financeiro ficou 24% superior ao leilão anterior, segundo a Warren Investimentos.

Para o head de renda fixa da Porto Asset, Gustavo Okuyama, o leilão foi relevante e pressionou bastante as taxas ao longo do dia, com a curva rondando os ajustes da véspera pela manhã apesar da queda nos rendimentos dos Treasuries.

“O leilão apresentou demanda forte, ainda que os lotes ofertados estivessem dentro dos patamares normais”, comenta o head de renda fixa da Ville Capital, León Santiago Lucas, mencionando que na ausência de notícias relevantes a tarde, a resistência das taxas perdeu força.

Tanto que os contratos de DIs começaram a recuar, na esteira também da diminuição da alta do dólar frente ao real, que fechou no nível de R$ 5,13. As mínimas da sessão ocorreram na última hora de pregão, coincidindo com acentuação da queda dos rendimentos dos Treasuries.

O economista-chefe do Banco BMG, Flávio Serrano, aponta ainda que o movimento pode estar atrelado a “apostas de última hora” para o IPCA-15, que sai amanhã. O indicador deve acelerar a 0,56% em fevereiro, ante alta de 0,20% em janeiro, segundo pesquisa Projeções Broadcast. As estimativas, todas de alta, vão de 0,39% a 0,69%.

Com o real a R$ 5,13 e a atividade econômica desacelerando em linha com a expectativa, o mercado começa a trabalhar com a hipótese de que o Caged de janeiro (a ser divulgado na próxima terça-feira) possa mostrar criação de empregos abaixo do esperado, segundo Okuyama, da Porto Asset.

Na avaliação do diretor de pesquisa econômica do Banco Pine, Cristiano Oliveira, a combinação de IGP-M com deflação consistente, divulgada nesta quinta-feira, e perspectiva de PIB fraco na próxima semana também contribuíram para o movimento dos juros hoje.

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