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21 de março de 2026

Em posse na Petrobras, Magda afirma estar ‘alinhada’ a Lula


Por Agência Estado Publicado 20/06/2024 às 07h30
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Foto: Ricardo Stuckert/PR

Ao tomar posse nesta quarta-feira, 19, no cargo, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, disse que a sua gestão “está totalmente alinhada com a visão do presidente” Luiz Inácio Lula da Silva. Magda foi nomeada no lugar de Jean Paul Prates, que entrou em atrito com o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira. “Nossa gestão está totalmente alinhada com a visão do nosso presidente Lula e do governo federal. Afinal, eles são os nossos acionistas majoritários”, disse ela.

A nova presidente da estatal afirmou ainda que Lula pediu a ela para “movimentar” a Petrobras, porque a empresa “impulsiona o PIB”. Segundo Magda, em contato com Lula, quando foi convidada para assumir o cargo, ele disse que “não queria confusão na empresa”.

“Aproveito a oportunidade para contar a encomenda que me foi dada pelo presidente. A missão dada pelo presidente foi a de movimentar a Petrobras, porque ela impulsiona o PIB do País. Ele me pediu para gerir a Petrobras com respeito à sociedade brasileira”, disse. “Ele (Lula) me disse que tem grande carinho pela Petrobras, que a sociedade brasileira ama a Petrobras, e que não quer confusão nessa empresa”, afirmou a executiva.

A avaliação no mercado é de que a escolha de Magda pode abrir caminho para interferência mais direta do Planalto em temas como fixação de preços de combustíveis ou participação da Petrobras em projetos caros ao governo, como a recuperação do setor de estaleiros no País – prioridade que não deu resultados em governos passados do PT.

Ela já defendeu bandeiras que provocaram controvérsia no passado, como a exigência de conteúdo local na indústria do petróleo, quando chefiou a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) no governo Dilma Rousseff.

Ela disse que a sensação é de “volta para casa”, uma vez que atuou por mais de 20 anos na empresa. Em seguida, ela listou o que planeja fazer e prometeu ser fiel ao Plano Estratégico 2024-2028. “O que vamos fazer está registrado no Plano Estratégico, e tem potencial para gerar centenas de milhares de empregos diretos e indiretos, além de recursos em tributos e participações especiais à União Federal”, disse.

Em linhas gerais, ela prometeu ajudar em uma “transição energética justa”, com investimento em eólica, geração fotovoltaica e hidrogênio, mas com o gás como combustível da transição. Ela citou ainda um programa de construção naval, na linha do que o Planalto vinha pressionando nos últimos meses da gestão de Prates.

Tom político

Lula deu um tom ainda mais político à cerimônia de posse de Magda. Ele afirmou que a estatal sofreu “ataques” de grupos econômicos e avaliou que empresa tem resistido mesmo “com tentativas de desmonte do patrimônio”. “A Petrobras sofreu ataques da elite política e econômica do País, sem compromisso de melhoria de vida do povo.”

Para Lula, a estatal, na nova gestão, não tem “medo de desafios”, em referência ao plano estratégico de investimentos da empresa. O plano referente ao período de 2024 a 2028 tem previsão de investimentos na casa de US$ 102 bilhões.

Lula afirmou ainda que Operação Lava Jato tinha como objetivo a privatização a Petrobras. “A operação Lava Jato mirava, na verdade, o desmonte e a privatização da Petrobras. Se o objetivo fosse de fato combater a corrupção, deixaria intacto o patrimônio do povo.”

A Lava Jato, que investigou desvios na Petrobras, completou 10 anos em março. A operação conseguiu recuperar R$ 2 bilhões para os cofres públicos por meio de acordos de delação premiada e de leniência homologados pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Lula foi condenado a prisão e ficou detido por 580 dias, acusado de envolvimento do caso. Posteriormente, o processo contra o presidente foi anulado pela Corte.

“A farsa que sustentou a Lava Jato foi desmontada e, aqui, estamos de volta. O que estava por trás da Lava Jato era entregar patrimônio a petrolíferas estrangeiras”, disse Lula.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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