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27 de janeiro de 2026

Fechamento câmbio: Dólar cai para R$ 5,20 e fecha no menor nível desde maio de 2024 –


Por Agência Estado Publicado 27/01/2026 às 18h38
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O dólar despencou no mercado local nesta terça-feira, 27, e fechou no menor nível desde fins de maio de 2024. Segundo operadores, o real se beneficiou do movimento global de desvalorização da moeda americana e de provável fluxo de recursos estrangeiros para a bolsa doméstica, em dia de alta de mais de 2% das cotações do petróleo.

A avaliação é que a diminuição da exposição a ativos americanos, em meio a incertezas provocadas pela política econômica e comercial errática de Donald Trump, continua a beneficiar moedas e bolsas emergentes. O impasse orçamentário nos EUA, que vive momentos de turbulência com a política migratória, traz à baila o risco de uma nova paralisação da máquina pública americana (shutdown).

Por aqui, o IPCA-15 de janeiro abaixo das expectativas reforça apostas em redução da taxa Selic a partir de março. A perspectiva em torno do desenlace da Super Quarta – com manutenção da taxa de juros aqui e nos Estados Unidos – contribui para a valorização do real, dada a permanência de um amplo diferencial de juros que estimula as operações de carry trade. Além disso, há apetite por ações locais. O saldo do investimento estrangeiro na B3 já supera R$ 15,7 bilhões.

Já em queda firme pela manhã, o dólar passou a operar abaixo de R$ 5,20 ao longo da tarde e furou pontualmente o piso de R$ 5,20 na última hora de negócios. Com mínima de R$ 5,1987, terminou o pregão em baixa de 1,38%, a R$ 5,2067 – menor valor de fechamento desde 28 de maio de 2024 (R$ 5,1540). A moeda americana recua 5,14% em janeiro, após valorização de 2,89% em dezembro. Em 2025, a divisa caiu 11,18%, maior baixa anual desde 2016.

“Obviamente, o real é favorecido pela migração de recursos dos Estados Unidos para mercados emergentes, com todo o desgaste da política econômica e comercial americana. Além disso, a expectativa é de que o Banco Central seja comedido no processo de cortes de juros, que deve começar em março”, afirma o economista-chefe da Frente Corretora, Fabrizio Velloni.

O índice DXY – que mede o desempenho do dólar em relação a uma cesta de seis divisas fortes – recuou ao menor patamar desde fevereiro de 2022. Euro e libra fecharam no maior nível em relação ao dólar desde 2021. O iene avançou diante de declarações da ministra das Finanças do Japão, Satsuki Katayama, de que “tomará medidas apropriadas nos mercados de câmbio, se necessário” e manterá “contato próximo” com os EUA sobre o tema.

O Wall Street Journal reportou que o Federal Reserve de Nova York contatou potenciais contrapartes comerciais na sexta-feira para verificações de taxas de câmbio, o que gerou especulações sobre intervenções conjuntas entre EUA e Japão para apoiar o iene.

À tarde, Trump voltou a afirmar que gostaria de ver queda dos juros nos EUA e disse que o dólar está atualmente em um “ótimo valor”. É quase consensual a aposta de que o Federal Reserve vai anunciar amanhã a manutenção da taxa básica americana na faixa entre 3,50% e 3,75% ao ano, após três cortes seguidos de 25 pontos-base. O Fed está sob ataque do presidente americano e há receio de uma interferência na gestão da política monetária com a troca do atual presidente, Jerome Powell, cujo mandato termina em maio, por nome indicado por Trump.

“A equipe econômica de Donald Trump tem sinalizado compreensão clara dos efeitos de um dólar mais fraco sobre competitividade externa. Esse fator tem contribuído para a desvalorização da moeda americana em nível global”, afirma o economista-chefe da Análise Econômica, André Galhardo, ressaltando que a desvalorização do índice DXY no acumulado de 12 meses é a mais forte desde 2011. “O real é beneficiado pelo dólar globalmente mais fraco e pelo fluxo externo favorável”.

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